Dois dias depois, quando recobrou os sentidos, percebeu que eu tinha bordado carinhosamente as fronhas da nossa roupa de cama com esse detalhe. Exibiu um sorriso revelador. Como é bom ter pessoas sensíveis à nossa volta, que sabem admirar um trabalho tão delicado como é o bordado.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Crivo
Dois dias depois, quando recobrou os sentidos, percebeu que eu tinha bordado carinhosamente as fronhas da nossa roupa de cama com esse detalhe. Exibiu um sorriso revelador. Como é bom ter pessoas sensíveis à nossa volta, que sabem admirar um trabalho tão delicado como é o bordado.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
O risco do bordado
Lenda ou não, prefiro não arriscar. Há tempos que, volta e meia, desenho-lhe uma teia de aranha e sua dona. Depois ela escolhe se quer ser uma bordadeira ou não. Mas a minha parte eu faço. E ela acha divertido andar com esses desenhos na pele.
Esta semana, repentinamente, me pediu para ensinar-lhe a bordar. Peguei uma telinha de plástico a fazer de pano, uma agulha grande e sem ponta, daquelas para tapeçaria, e lã bem colorida.
Ela adorou! Está trabalhando nele há dois dias... Já lhe ensinei a desfazer o erro, voltar pelo mesmo lugar, não ter preguiça de consertar o que ficou errado. E a próxima lição já está preparada: cortei-lhe um coração em feltro para usar o mesmo ponto (que eu desenhei). Será com linha grossa para bordado, colorida. E um novo desafio: usar a agulha com ponta. Depois eu dou-lhe um copo d'água, para ver se vai vazar muito, se furou o dedo em muitos lugares. hahahahahh A vida é cheia de riscos!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Bordado Mallorquín
Um dedal de prosa
Eu já dava minhas alfinetadas e agulhadas com o muito que aprendera com minha mãe. Contudo, eu nunca havia usado um dedal. Não me sentia bem, sei lá... Sentia-me amarrada, perdia a sensibilidade e outras muitas desculpas que arranjava para nunca ter tido jeito com a coisa. Nem via assim tanta utilidade nesse minúsculo acessório. Achava que não me fazia falta. Enfim...
Você já tinha reparado nisso?!
E desses outros tipos aqui, que são abertos num dos lados? Já entendeu para que servem?

Isso mesmo! Servem para quem quer manter as unhas compridas! A costureira pode utilizar a polpa do dedo protegida, e manter suas lindas unhas! ehhehehehe
Quanta novidade num mundinho que me parecia tão pequeno e já predefinido!
E foi tentando encontrar mais dados sobre o assunto que descobri o quão pouco há disponível sobre isso. Há uma maneira tradicional de se iniciar no ofício de alfaiate: geralmente, prende-se o dedo médio à mão, para condicionar a empunhar corretamente a agulha e o dedal.
No site http://www.englishcut.com/archives/2005_11.html tem um bom truque, detalhado e ilustrado. Foi de lá que eu tirei essa imagem que mostra exatamente como fica a posição da mão do alfaiate:
Descobri que a profissão de alfaiate é uma profissão em vias de extinção, que dedais estão em desuso, quase que viraram apenas artigos para colecionadores. Umpf! Dedais estão em desuso?!!! Por acaso furar o dedo está em desuso?!!!
Acho que o que anda em desuso é a cérebro das pessoas! Cada vez menos gente sabe usar um dedal, mas no fundo, no fundo, todo mundo tem uma linha e agulha em algum cantinho da casa para acudir um botão que cai, uma bainha que despenca. Mal e porcamente. Mas, no geral, todos têm. Ou não? Será que ando tão fora do planeta assim? Então, moçada, 'mbora comprar dedal para resguardar os dedinhos! Até porque "a costureira, sem dedal, cose pouco e mal".
Bom, mas nessas minhas divagações eu reencontrei também o Museu da Pessoa, com histórias lindas sobre antigos alfaiates, e antigas profissões. Emocionante! Já foi lá? Não? Então vá:
http://www.museudapessoa.net/
Ah! E se um dia alguém quiser me dar o mais lindo presente do mundo, olha aí uma sugestão:


Uau!!! Estojos para dedais!... para pendurar no pescoço! Lindeza!!!!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Bordados mexicanos
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Lunéville
sexta-feira, 31 de julho de 2009
No bordado, uma declaração de amor
É a sua vida que eu quero
bordar na
minha
Como se eu fosse
o pano e você fosse a
linha
E a
agulha do real nas mãos da
fantasia
Fosse bordando ponto a ponto nosso dia a
dia.
E fosse
aparecendo aos poucos nosso
amor
Os nossos sentimentos loucos, nosso
amor
O ziguezague do tormento, as cores da
alegria
A curva generosa da
compreensão
Formando a pétala da rosa da
paixão
A sua vida, o meu caminho, nosso amor
Você a linha e eu o linho, nosso amor
Nossa colcha de cama, nossa toalha de
mesa,
Reproduzidos no bordado, a
casa, a estrada, a
correnteza,
O
sol, a ave, a árvore, o ninho da
beleza.
Resolvi postar esta pequena homenagem porque hoje comemoro os 10 anos que vivemos juntos.
E eu ainda...












