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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Novos desenhos

Esse é o primeiro de uma série de novos desenhos
que a Carolina está fazendo "para a nossa amiga no Brasil", a Elaine.Hello Kitty com a Miffy e família (acho que avós).
O Jardim Zoológico. Ela me pediu para escrever "Zoológico" na árvore. Depois foi fazendo um monte de bichos e recortando. Colocou-os todos juntos no quarto, reunidos em volta da árvore. Adoro esse jacaré no canto inferior direito com a boca sangrenta. Logo acima, um pássaro barrigudo, uma tartaruga... mas fala sério: no alto, à esquerda... já viu uma cobra como essa?!
Agora... imbatível mesmo é essa girafa se escondendo atrás da zebra!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

As orelhas da Minnie

Já que ela andava desenhando Minnies tão interessantes,

tão cheias de movimento (adoro esses dois caindo pela escada abaixo!), resolvi que já estava na hora dela ter as suas próprias orelhas!
Hummm! Adivinha se ela gostou?


domingo, 13 de setembro de 2009

Desenhos contra a chuva

Andava eu com dois problemas para resolver:
  1. O que fazer com tantos desenhos da Carolina que, como vocês sabem, tem uma vasta produção;
  2. Comprar-lhe um guardachuva para levá-la à escola porque, como vocês também devem saber, partilhar o mesmo guardachuva com a filha pequena é como comer tatu: dá dor nas costas!

Como sempre ocorre nestas horas, resolvi por mãos a obra e matar os dois coelhos com uma só cajadada.


Juntei alguns desenhos dela de que gostava, e comprei um guardachuva branco.

Alfinetei os desenhos na parte interna do guardachuva e depois copiei os contornos com guta preta.

Fiz o mesmo em cada uma das partes, até o guardachuva ficar repleto de desenhos.

Ficou mais ou menos assim...


Aí fui pintando os desenhos e preenchendo os fundos para dar alguma unidade àquilo tudo. A danadinha não saiu do meu lado, sempre dizendo: "a roupa do Mickey é azul com uma bola amarela, a do Bafo de onça tem a bola castanha ..."
Nossa! Como ela fala! Acho que estou com calo nos ouvidos!


Aí o guardachuva foi ficando com uma nova cara.

Depois de tudo, passei pelo avesso com o ferro de engomar. (Não, claro que o guardachuva não era de nylon! Era de um tecido impermeável, uma mistura de algodão com poliester...)

Depois de pronto, ainda apliquei-lhe uma camada daquele spray impermeabilizante que se usa nos sapatos, só por garantia.
Pronto! Dei uma aplicação aos desenhos da Carolina, e resolvi a questão da compra do guardachuva. Ela agora tem uma proteção para os dias chuvosos bem personalizada, e já está doida para mostrar os desenhos e contar suas histórias para os coleguinhas e a nova professora.
Hummm... acho que vou roubá-lo de vez em quando... O que você acha? Vou ficar com uma cara ridícula de mãe babada?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O risco do bordado

Reza a lenda que, se você quer que sua filha seja uma uma grande bordadeira, deve desenhar na sua mão desde pequenina uma aranha em sua teia. É uma história bem bonita que tem origem no mito de Aracne. Um dia eu conto aqui.

Lenda ou não, prefiro não arriscar. Há tempos que, volta e meia, desenho-lhe uma teia de aranha e sua dona. Depois ela escolhe se quer ser uma bordadeira ou não. Mas a minha parte eu faço. E ela acha divertido andar com esses desenhos na pele.

Esta semana, repentinamente, me pediu para ensinar-lhe a bordar. Peguei uma telinha de plástico a fazer de pano, uma agulha grande e sem ponta, daquelas para tapeçaria, e lã bem colorida.

A primeira 'lição' foi um ponto tipo alinhavo. O mais simples.

Ela adorou! Está trabalhando nele há dois dias... Já lhe ensinei a desfazer o erro, voltar pelo mesmo lugar, não ter preguiça de consertar o que ficou errado. E a próxima lição já está preparada: cortei-lhe um coração em feltro para usar o mesmo ponto (que eu desenhei). Será com linha grossa para bordado, colorida. E um novo desafio: usar a agulha com ponta. Depois eu dou-lhe um copo d'água, para ver se vai vazar muito, se furou o dedo em muitos lugares. hahahahahh A vida é cheia de riscos!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Progressos na escrita

Na semana passada, chegou com um sorriso vitorioso nos lábios e disse orgulhosa:
_ Já sei escrever o meu nome.
Os olhos brilhavam.
_ Mostra.
Levei um susto! Ela escreveu como se estivesse num espelho! Parabenizei-a pelo seu esforço, pois lá estava realmente o seu nome escrito, mas havia um detalhe que estava diferente. Aí eu lhe mostrei que o nome estava escrito invertido (coloquei a seta em cima para mostrar a direção). Disse-lhe que por uma combinação que as pessoas fizeram, devemos sempre escrever de cima para baixo, e da esquerda para a direita. Escrevi eu o seu nome e coloquei a seta por cima (já que ela anda na fase das setas) para mostrar a direção correta.
Então ela falou assim, meio que magoada:
_ Eu posso escrever como quero...
_ Mas se todo mundo escrever do jeito que quer, quem for ler não vai saber nunca de que lado deve começar e aí pode entender tudo ao contrário. Em vez de Carolina, iam pensar que você se chama Anilorac.
Pensou um bocado, pegou a caneta e disse que também sabia escrever daquele meu jeito. E sem olhar em lugar algum, desenhou o nome novamente:
Que alívio!... Como mãe sofre por tão pouco! Ter uma Carochinha em casa, é ir do inferno ao céu em frações de minutos!
Mas não é uma lindinha?! Aos 5 já sabe escrever o seu nome decor. Enchi-lhe de beijinhos! Grandes progressos...

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sapato velho

Guardei os 3 sapatinhos que a Carolina usou quando aprendeu a andar, porque achei que seria engraçado um dia ela poder olhar para eles... São dois pares de tênis, um vermelho e um na cor natural, que ficaram tão acabados, mas tão acabados, que parece que foram à guerra. O outro, era um sapatinho vermelho, usado nas ocasiões especiais. Ela ficava mesmo lindinha com eles... Só que eu não tinha ideia do que ia fazer com aquilo. Acabei por decidir colocá-los em 3 quadrinhos, formando um composé, que hoje fazem parte da decoração do quarto dela.
Usei daquelas molduras altas, com vidro e forrei o fundo com papel de parede.

Esse par é o mais acabado. Acho que ela deve ter feito uns 80 km com ele! Vai, volta, cai, levanta, arrasta, balança as pernas... eita! que custo que é aprender a andar!

E esse foi a Tia Marieta que deu. Mandou pela Vanuza. Se ela já a conhecesse pessoalmente, nem assim ela teria acertado tanto na prenda. Era a cara dela!

"Você lembra, lembra?... /Eu costumava andar bem mais de mil léguas pra poder buscar/Flores de maio azuis e o teu cabelo enfeitar./ (...) É talvez eu seja simplesmente como um sapato velho/ Mas ainda sirvo, se você quiser/ Basta você me calçar, e eu aqueço o frio dos teus pés."
Os sapatos da infância nos aquecem a alma.

domingo, 30 de agosto de 2009

A fila do escorrega

O Padrão dos Descobrimentos, em Lisboa, é um monumento erigido em homenagem aos grandes navegadores e ao período das viagens de descobrimento, que resultaram na chamada expansão marítima, que daria a conhecer novas terras e novos caminhos pelo globo. Lá estão representados o infante D. Henrique, Pedro Álvares Cabral, Vasco da Gama e Fernão de Magalhães, dentre outros, além do poeta Camões.

Passávamos de carro bem próximo ao Padrão dos Descobrimentos, quando a Carolina, aos 2 anos de idade, gritou do banco de trás: "Hei! Eu também quero entrar na fila do escorrega!"
Tá bem, tá bem... eu admito: só mesmo uma portuguesinha de 2 anos de idade se prontificaria a ficar horas (na verdade dias, meses a fio... quem sabe anos? Séculos??!!!!) atrás de uma fila de estátuas para escorregar no que pressupôs ser um brinquedo divertido. "Agora é a sua vez, seu Cabral!"

Amiga

Hoje acordei com imensas saudades dessa danadinha. Onde será que anda a Marly? A Carolina disse que nós não podemos ser amigas, já que ela não é do meu tamanho. Ha ha ha ha... Acho que ela queria dizer que a Marly tinha que ser amiga DELA. Tem base?!

sábado, 29 de agosto de 2009

Na porta da escola

_ Então? O que aprendeste hoje na aula?
_ Ué... uma música.
_ Outra música? Mas isso não foi ontem?
_ Sim, mas hoje eu aprendi uma nova música. Sabes? Isso aqui não é uma escola séria. É só uma escola de música!

Não bastasse ser eu uma musicóloga, ainda ter de ouvir isso de uma pirralha de 5 anos?!!! Um dia eu explico para ela a profissão da mamãe... (com um brilho de fel nos olhos) E hei de desencavar essa certeza simples com que me apunhalou o peito. Sim, porque as mães também sabem ser vingativas! (Limpando o veneno do canto esquerdo da boca)...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Um passarinho é muito ou é pouco?

_Mãe, e um passarinho? Um passarinho é muito ou é pouco?

(Rebobina, rebobina... volta a fita! Onde está o elo perdido?)

Diante desta pergunta surpreendente da minha filha, vasculhei nossas últimas conversas para tentar descobrir de onde ela tirara essa pergunta, tão aparentemente sem pé nem cabeça.

Lembrei-me que uma semana antes andávamos de carro quando ela deu um grito estarrecedor do banco de trás. Pensei que algo grave tinha acontecido e, aflita, perguntei-lhe o que tinha sucedido.

_ A minha fita arrebentou! (mostrava-me os braços desnudos).

Ela referia-se à fitinha do Sr. do Bonfim, que um dia, ao andarmos pelo pavilhão de eventos da Expo em Lisboa, uma mulher vestida de baiana de um stand brasileiro lhe ofereceu, dizendo-lhe que ela tinha direito a fazer um pedido. Carolina tinha apenas 1 ano de idade e eu fiquei imaginando como é que eu lhe explicava bem explicadinho o que aquilo significava. Mas a verdade é que ela adorou! E sempre (até aos 4 e 5 anos) andou com uma em cada pulso - uma vermelha e uma laranja, que virava e mexia me perguntava o que mesmo ia acontecer quando elas arrebentassem. E ficava com os olhinhos sonhadores a imaginar desejos impossíveis.

Quando, aos 4 anos, quebrou o braço e teve que engessá-lo, ficou furiosa com a enfermeira que cortou a fita laranja com uma tesoura para poder realizar o trabalho. Ela chorava feito doida, não porque o braço doesse, mas porque ficara extremamente sentida com a enfermeira que excluíra assim, sem mais nem menos, sua grande oportunidade de realizar um pedido fantástico. Foi difícil consolá-la.

Na última semana, quando percebeu que a fita vermelha acabara por se romper naturalmente, ela deu o tal grito que ainda ecoa nos meus tímpanos.

_ Vai acontecer! O meu desejo vai acontecer!!! Sabe o que eu pedi, mamãe?

_ Não. O que foi?

_ Eu pedi para virar uma fada!!! Hummm....(Conferindo as costas) Mas parece que não está a resultar... (Chateada porque não percebia nenhum par de asas surgindo em suas costas).

_ Se calhar, filha, esse desejo foi muito grande para aquela fitinha tão pequenina... (já antevendo o chororô que prometia se arrastar pelas próximas horas). Confere melhor...

_ Hummm... então eu vou mudar: 'Eu quero ser uma sereia!!!!'

_ Ô, filha! Não tás a ver que esse negócio de sereias e fadas são magias muito difíceis de se realizarem? Uma fitinha tão pequenininha!... Como ela ia conseguir fazer asas, transformar pernas em rabo de peixe, dar poder e magia para ti?! Tens que pensar em coisas mais fáceis. Menos, Carolina. Menos.

Ariel, a pequena sereia. Carolina, 4 anos.

Pois... passara-se uma semana inteira, e aquela mentezinha a funcionar em segredo... eu já nem me lembrava dos desejos e da fita do Sr. do Bonfim...

De repente, aquela pergunta de chofre:

_ Mãe, e um passarinho? Um passarinho é muito ou é pouco?

Bom... nem precisa dizer que eu ainda estou rindo até agora... hehehehehe Adoro essa pureza e esse poder de acreditar que o mundo é mágico! Nos dias subsequentes ela ainda renegociaria o desejo, e da última vez já estávamos a analisar se uma formiga era muito ou pouco.

Parece-lhe pouco? hummmm.... pois você não imagina o tamanho do milagre que isso significaria para ela. Mas pensando bem, sua cabecinha já é tão poderosa que, se acontecer ou não acontecer, isso não vai alterar em nada sua fé na magia das coisas. Benza-a Deus!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

À procura de um príncipe

O cavalo branco ela já conseguiu. Agora só falta o príncipe!

Devorada por um dinossauro


Às vezes, quando se é mãe de uma garotinha como a Carolina, temos que matar um leão por dia, digo, um dinossauro por dia, para vê-la crescer feliz. Não é nada fácil.