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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Aula aberta

Antes de mais nada, a baixa lisboeta é uma aula aberta de bordados. Duvida? Então olha isso: Há tanta variedade, tantas possibilidades do seu olhar ser irremediavelmente capturado, que fico com aquela sensação de quem está prestes a ser abduzido.
Há de tudo: Bordado da Madeira, de Guimarães, bainhas abertas, aplicação, bordado de Tibaldinho, Castelo Branco, Nisa ... Quase tantos tipos quanto são os nomes das terras lusas. É uma maravilha!
Ainda me lembro de uma toalha de jantar que fazia parte do enxoval da minha mãe, em bordado da Ilha da Madeira. Naqueles tempos, moça que se preze tinha que ter pelo menos uma peça destas no seu enxoval. Pena que a toalha não sobreviveu para fazer parte da minha herança.
Mas irresistível mesmo é esta outra, toda feita com aplicações:
Consegue ver seu preço afixado? Clica na imagem e ela aparecerá ampliada. Muito bem! € 2.200,00 (Dois mil e duzentos euros). Sabe quando eu vou ter uma destas?! Bingo! O dia que eu mesma fizer uma. He he he he he... Está agora percebendo porque eu decidi aprender a bordar?
Ou pensou que eu não queria ter uma toalha destas? Ou que eu nunca teria dinheiro suficiente para comprá-la?... Simples: eu faço. Claro, mas só que será no dia de São Lunguinho à tarde, porque hoje eu já estou cheia de trabalho por aqui.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Branco sobre branco

Um pequeno bordado para começar a semana: Branco sobre branco, bordei no linho, utilizando bainhas abertas (barrado à volta).
No canto, uma aranha, e pelo meio, ponto gravatinha,
porque parece uma gravata borboleta.
O contorno da folha é feito pelo ponto palestrina e no centro da folha há as tais "brides", muito usadas na técnica do bordado Richelieu. Bride - é assim que as portuguesas chamam essa ligação feita ao outro lado do vazado por uma linha que depois é tecida. Sabe por que? Porque nada mais é que uma "ponte" lançada à outra margem do recorte, ou se quiser, no inglês "bridge". Não é fantástico como a gente aprende as coisas mais inusitadas com o bordado?!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bordado em tule

Lembram-se que eu voltei de Lunèville doida com bordados em tule? Lembram-se que eu estava apanhando, mas resolvi tentar até conseguir fazer esta técnica?
A beleza deste trabalho no tule tem a ver com o jogo de transparências... E era disto que eu andava atrás.
Pois bem. Mãos a obra! Passei o risco para o tecido batista...
Alinhavei-o ao tule de algodão...
Prendi-os juntos no bastidor e fiz os contornos em ponto cadeia.
O ponto cadeia pode ser feito à mão, com uma agulha de costura normalíssima, ou com uma agulha de crochê. Há quem faça com as agulhas de crochê comuns, outros com a agulha de crochê específica para este tipo de bordado e pedrarias como as de Lunèville ou as da Clover.
Finalmente, depois de tudo pronto, é só começar a recortar. Er... não pense que isto seja fácil:
uma pequena distração e corta-se o fio que pode desmanchar tudo!Aí é só se apaixonar pelo desenho que vai ganhando cada vez mais transparência.
Fica tudo cheio de recortes e o resultado é de uma grande leveza!
Não é bacana?! Olha só que simpático!
Há muitas outras técnicas e pontos para se bordar o tule.
Esta é apenas uma delas, mas já é um princípio.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Direto da camisoladora

Ontem, depois de uma overdose de imagens bordadas, fiquei com saudades da agulha... Hoje resolvi fazer uma camiseta para a Carolina que, como sempre, ficou com o autofalante ligado o tempo todo no meu ouvido: "não, põe azul claro aqui. Eu NÃO gosto de lantejoulas! Eu não quero mais!..."
Mas no final, depois de pronto, ela me disse:
"Mãe, você é a melhor camisoladora do mundo! Chuac!"
PS.: Em tempo: em Portugal, camiseta = camisola. Portanto, em Carolinês, camisoladora = fazedora de camisolas/camisetas.
Uau! Acho que isso foi um elogio!

domingo, 11 de outubro de 2009

Bordado em fita

Passei uma manhã de Domingo arrastada e deliciosa: não existe coisa melhor do que viajar entre bordados e aprender montes de coisas. Se você quer saber mais sobre bordados em fitas, experimente estes vídeos: http://www.youtube.com/user/DivanNiekerk?blend=2&ob=1

São aulas bem bacanas que mostram como fazer os diversos pontos. E o trabalho dela é simplesmente fantástico! Di van Niekerk, da África do Sul - uma ilustradora que usa o bordado em fitas como forma de expressão. Não vale a pena? Uma verdadeira inspiração!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Bordado de Guimarães

Você já teve a sensação de cair dentro do presépio? Pois... é melhor limpar a terra dos joelhos e dar uma olhada em volta...
Esta é a sensação ao visitar Guimarães, em Portugal:
parece que caímos dentro de um presépio, de tão arrumadinha e bonita que a cidade é.
Jardins cuidadosamente estudados...Muito roxo, porque era Semana Santa e a cidade estava toda engalanada.
Mais que isso, Guimarães é terra de bordados!
Montes deles pelas vitrines na cidade...
Feitos no linho...
Branco sobre branco...
Você já foi a Guimarães? Não?! Então vá.

domingo, 4 de outubro de 2009

Ponto sombra

Mais um pano bordado:Este também utiliza o ponto sombra. Veja que os fios coloridos e o laço branco estão trançados pelo avesso. As folhas verdes foram feitas em ponto cheio.
Moldura em aplicação e acabamento em ponto festão.


sábado, 26 de setembro de 2009

Bordado isabelino

Teve uma época que eu andei doida com os bordados isabelinos, também conhecidos como bordado espanhol. Para bordá-los é preciso um tecido de trama bem regular, como o linho, por exemplo. Geralmente eram bordados em negro ou vermelho. Nesses que eu fiz abaixo, utilizei o tecido aida mesmo, só para experimentar. Não estava para morrer de contar fios. Normalmente são motivos pequeninos, que vão formando padrões à medida que se repetem.
Hoje podem ser encontrados como "enchimento" de bordados maiores, de desenhos livres, dando a ilusão de diferentes matizes, pela intensidade de pontos presentes em cada padrão, como no bordado mallorquín, que eu já postei aqui numa outra entrada.

Mas além do efeito maravilhoso, há também toda a história à volta desse tipo de bordado. Claro, tem a ver com a Rainha Isabel, de Castela, também conhecida como Isabel, a católica. Num retrato atribuído a Juan de Flandres, ela aparece com uma blusa toda bordada dessa maneira. Teria sido sua filha, Catarina de Aragão, a levar essa tradição para a corte inglesa de Henrique VIII. Assim, podemos encontrar o Retrato de Simon George, da Cornualha, feito por Hans Holbein, um pintor alemão que se estabelecera como retratista na corte inglesa, com este mesmo detalhe delicado. Nesta obra, ele aparece com uma gola toda trabalhada em bordado isabelino. Não é bacana? Acho que vou fazer uma blusa para mim com uma gola assim. Depois publico a foto no blog. Será que vou ficar com uma cara mais nobre?

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ponto sombra

Esme me pediu uma explicação na postagem anterior sobre como fazer o ponto sombra. Eu disse que ele é bordado pelo avesso. Melhor esclarecendo, ele é bordado pelo direito, mas as linhas são trançadas pelo avesso. Ou seja, a trama vai sendo formada por trás, para que a transparência do tecido deixe ver a cor que passa através dele, parecendo assim uma tonalidade mais pastel. Por isso é chamado sombra. No final daquelas revistas "Labores del Hogar" há um apanhado dos pontos de bordado que são utilizados e eles têm uma maneira bem visual de mostrar como o ponto sombra é feito, veja:

Ficou mais claro assim?

Linho e linhas

Adoro bordar no linho em ponto sombra. É tudo bordado do avesso, para a cor aparecer na transparência, percebe?
Neste bordado também está associada a técnica da aplicação. Nas folhas e na moldura.
Mas o trabalho em si, nem sei bem para que o fiz. Foi só pelo prazer mesmo. E talvez um dia, quando você vier na minha casa, eu lhe sirva um chá com biscoitos de aveia em cima dessa base têxtil. Só pelo prazer mesmo.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Crivo

Quando meu marido me viu bordando esse crivo, perguntou se eu estava fazendo a minha burca.
Dois dias depois, quando recobrou os sentidos, percebeu que eu tinha bordado carinhosamente as fronhas da nossa roupa de cama com esse detalhe. Exibiu um sorriso revelador. Como é bom ter pessoas sensíveis à nossa volta, que sabem admirar um trabalho tão delicado como é o bordado.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O risco do bordado

Reza a lenda que, se você quer que sua filha seja uma uma grande bordadeira, deve desenhar na sua mão desde pequenina uma aranha em sua teia. É uma história bem bonita que tem origem no mito de Aracne. Um dia eu conto aqui.

Lenda ou não, prefiro não arriscar. Há tempos que, volta e meia, desenho-lhe uma teia de aranha e sua dona. Depois ela escolhe se quer ser uma bordadeira ou não. Mas a minha parte eu faço. E ela acha divertido andar com esses desenhos na pele.

Esta semana, repentinamente, me pediu para ensinar-lhe a bordar. Peguei uma telinha de plástico a fazer de pano, uma agulha grande e sem ponta, daquelas para tapeçaria, e lã bem colorida.

A primeira 'lição' foi um ponto tipo alinhavo. O mais simples.

Ela adorou! Está trabalhando nele há dois dias... Já lhe ensinei a desfazer o erro, voltar pelo mesmo lugar, não ter preguiça de consertar o que ficou errado. E a próxima lição já está preparada: cortei-lhe um coração em feltro para usar o mesmo ponto (que eu desenhei). Será com linha grossa para bordado, colorida. E um novo desafio: usar a agulha com ponta. Depois eu dou-lhe um copo d'água, para ver se vai vazar muito, se furou o dedo em muitos lugares. hahahahahh A vida é cheia de riscos!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Bordado Mallorquín

Mais uma obra em andamento: estou fazendo essa toalha para a minha mesa de jantar. Já tem muitas horas de trabalho em cima e, se tudo correr bem, ela há de ficar pronta para o jantar das minhas bodas de ouro de casada!! Faltam só 40 anos! Tenho certeza de que até lá ela estará concluída.

Pensando bem, acho que era melhor juntar mais 3 artesãos e aí cada um pega numa ponta e vai bordando... O que acha? Não quer me ajudar?