segunda-feira, 10 de agosto de 2009

5 anos!

1:13 m de altura e 19,3 kg de pura safadeza! Carolina faz hoje 5 anos!

E ainda tira uma onda de pseudointelectualmíope! Ninguém merece!

domingo, 9 de agosto de 2009

Grande aprendizado

Por este ser um dia tão especial, eu não podia deixar de agradecer ao meu pai pelo seu carinho e pelos imensos ensinamentos que me deu a vida toda. Uma das coisas mais espantosas que meu pai ensinou-me e que eu jamais vou-me esquecer, está relacionado com um DKW. Como? Não sabe o que é isso?! Eu vou explicar:


O DKW (lia-se Dekavê) era esse carro aí, e meu pai teve dois deles: um azul e outro assim cor de beringela, mais ou menos... Se você não tem ideia de qual época era esse carro, eu posso lhe garantir que naquela altura a gasolina era tão barata, mas tão barata, que meu pai nos fazia dormir dando voltas de automóvel por toda a cidade... quando exaustos e mareados adormecíamos, ele nos levava ao colo para a cama. Ih! faz tempo demais! Pois é... foi aí que ele ensinou-nos a lavar a máquina: ele ia até uma cachoeira, fechava os vidros, e enfiava o carro debaixo da queda d'água, depois de driblar cuidadosamente as pedras do chão bruto do leito do riacho. Achávamos aquilo uma maravilha, nem de longe comparado ao prazer da Carolina de acompanhar a lavagem de hoje em dia nos modernos lavajatos. Ficávamos vigiando para ver se a água não começava a entrar por baixo, no vão das portas... Mas havia um outro momento, que invariavelmente acontecia, e que a memória dele parecia não registrar: aquele em que o carro sempre 'afogava' antes de chegarmos em casa, e o cheirão de gasolina enchia-nos as narinas e a fedentina se espalhava... então descíamos todos, e toca a empurrar!!! Nada fazia aquela geringonça funcionar!!! Algumas vezes, ela pegava no tranco, e era uma festa ouvir finalmente aquele motor a dois tempos encher o ar com seu indefectível 'pó pó pó pó' e sua fumaça azulada... Aquelas tardes me fizeram entender as leis de causa e efeito, sem contudo duvidar do imprevisível de nossas existências. Era a alegria pura das pequenas coisas compartilhadas. Para quem achou a história de todo inverossímil, aí vai a prova fotográfica de um dos bons momentos com nosso DKW. Valeu, paizão!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009



Descobri que a Carolina tinha feito um desenho meu!

Casa

A Carolina desenhou a nossa casa. E é mesmo assim, podem acreditar. Ah! É a azul, à esquerda. Parece que scanneei invertido, mas não: ela às vezes escreve tudo espelhado, porque diz que podemos fazer as coisas como queremos. E ponto.

domingo, 2 de agosto de 2009

Encontrando meu próprio rastro

Eu ainda me espanto quando encontro meu caminho desenhado vida afora... Agora mesmo me surpreendi ao achar na net essa antiquíssima aquarela (ou seria ecoline? década de 80?) que dei ao meu amigo Carlos Perez. Era uma espécie de reconhecimento pelo seu grande talento de violoncelista. E que tardes de estudo maravilhosas passávamos naquela época, fazendo exercícios para 2 cellos! Claro, isso foi no início dos tempos, quando ele ainda dominava o mínimo do que sabe hoje sobre esse instrumento, e eu sabia o máximo que consegui aprender praticando-o. Bons tempos! Mais tarde, O Violoncelista entrou no encarte de um de seus muitos CDs gravados. Hoje paira por aí na net, num blog, sei lá... não entendi bem.

Bordado em tule





Essa era a imagem da cartilha na qual fui alfabetizada. Já viram como algo de repente nos faz voltar anos no tempo? Foi através da Caminho Suave que eu aprendi a ler e escrever.

Mas o que me fez desenvolver o verdadeiro interesse por leitura e histórias, foi esse livro que uma empregada de minha mãe, com forte vocação para babá, me lia depois de eu muito implorar:
Nunca mais me esqueci da capa do livro, muito menos de suas histórias. O nabo bobo, Maria dos Tamancos, Menino Luxento, Minha enxadinha, A galinha Espantada, e tantas outras. Sei ainda decor muitas dessas histórias.

sábado, 1 de agosto de 2009

Construindo castelos

Sabe aquelas tardes que uma garotinha de 5 anos te põe doida dentro de casa?!

Pois é. Resolvi partir para a ação e dar serviço para a gaja.

Sucata, umas folhas de E.V.A.... e até a Sininho apareceu para olhar...

Corta daqui, cola acolá...
Ela ficou com a mão doendo de tanto recortar florzinha!

Mas valeu a pena: passamos uma tarde divertida, ela aprendeu mais umas tantas coisinhas, trabalhou, conseguimos um bonito castelo para os pôneis, além de economizarmos uma boa grana (já viu o preço desses castelos numa loja?!). E melhor: o castelo ficou como ela queria: fomos colocando torres, janelas e portas onde ela sugeriu. Por último ainda teve um detalhe precioso: colamos lantejoulas para dar um brilho especial, e eu instalei luzes dentro, para poder ficar todo iluminado no seu quarto à noite. Voilá!

Adivinha qual foi o assunto do dia entre os pôneis?

Agora é só brincadeira...

E eu terei umas boas horas de sossego pela frente, até que os bichinhos preencham todos os espaços da imaginação dela.