sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pedido de receita

Há quem diga que praticar exercícios emagrece. Não é o meu caso. Quando saio para caminhar, minha mente fica povoada de pensamentos insanos.Outro dia, por exemplo, quando já ia no km 6 da caminhada, comecei a ouvir alguém a chamar meu nome. Apurei bem o ouvido, e notei que não era só o nome: Era o nome, o CPF e o RG. Sim, não havia dúvida de que algo requeria a minha atenção. Olhei para o canteiro ao lado, à margem do caminho, e veja só o que eu encontrei: Geeeente! As batatas saltavam da terra, faziam de tudo para me provocar. Eu não acreditei.
Estavam todas ali, deixando um pedaço mais tenro exposto de propósito para me seduzir...
Eu não conseguia parar de pensar naquelas batatas suculentas, assadas no microondas e depois recheiadas com requeijão Poços de Caldas! Voltei para casa rapidamente, mas é claro que se subisse na balança, ela já acusaria o estrago. Não pelo que eu não comi, mas pelo peso na consciência de que a gula é um pecado capital. Nossa... será que isso tem cura?!
Alguém aí pode me ensinar direitinho como é que se faz essa batata? Tenho que embrulhar para por no microondas? Quanto tempo no forno? Me ajudem, por favor!

Pensamento do dia:

Relógio que atrasa não adianta.
(Uma das muitas reflexões da Tia Ziza)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

A união faz a força

Pôxa... lembram-se de como foi o dia fatídico? O dia da zebra?
E não é que o maridão arranjou tudo?! Ah... nada como ter um companheiro nestas horas... o amor é lindo!
O computador ficou supimpa, a mesa de passar está como nova, e ele ainda disse que fazia uma massagem na mão dodói. (suspiro) Só faltou falar que passava a roupa, ressuscitava a aranha e a levava para o jardim... Sim, porque no fundo, no fundo, eu fiquei pensando se aquela aranha não podia ter cruzado meu caminho num dia normal. Fiquei com remorsos. Nossa! Parecia um dia de fúria!
Por isso ele é meu par perfeito. Divide todos os momentos difíceis e está sempre pronto para os momentos divertidos.

O filósofo da família

Algumas pessoas são incontornáveis em nossa vida. Tia Ziza é uma delas. Sabe aqueles momentos em que ninguém sabe mais o que dizer? Pronto: Tia Ziza tem a palavra certa, o conforto, a sabedoria, o pensamento exato para expressar tudo o que sentimos. É uma verdadeira filósofa formada pelas intempéries de sua longa existência. Afinal, quem mais poderia dizer coisas como "Para morrer, basta estar vivo." Ou ainda "Está morrendo gente que nunca morreu antes". Eu sempre ficava envolta em sua última frase, com o pensamento perdido. Apesar de inicialmente parecer uma constatação básica, com o tempo fui me apercebendo da profundidade de seu pensamento. Levo as vezes dias, meses, matutando no sentido abissal de suas palavras. Fico abismada com sua capacidade. Prometo que vou lhes proporcionar a oportunidade de conhecer mais de perto essa grande pensadora contemporânea. Hei de trazer outras pérolas que só Tia Ziza é capaz de dizer. Afinal, todos nós temos o direito de ter um filósofo na família. Se você, no entanto, estiver muito angustiado, não se acanhe: ligue para ela agora. Ela saberá lhe dar uma palavra amiga.

Um daqueles dias

Preciso contar sobre o meu dia hoje. Deu zebra!!! Deu tilt! Deu chabu! Sim, é isso. A bruxa tá solta!!! Que dia é hoje? 3 de Setembro de 2009. Anotado. Dia da zebra!
Já lhe aconteceu uma coisa dessas?
Sabe aqueles dias em que tudo dá errado e até a maionese desanda?
Logo cedo, quando abri o computador, lá estava um mail do meu chefe. Poxa... Começar o dia com uma mensagem do chefe... logo vi. Bom, entre algumas más notícias de corte de verba, etc., ele me pedira para lhe remeter uma edição musical que eu havia feito. Ok, ok... até aí tudo bem. Quando fui enviar-lhe as partituras, a configuração do programa havia se alterado por qualquer motivo, a instalação de um novo programa que devia estar criando incompatibilidades, sei lá... Enfim... pelejei das 9h às 14h, e nada. Tive que apelar para o maridãodájeitoemtudo, mas que só dava o tal jeito quando voltasse do trabalho. Tentei noutro computador, incompatibilidades de hardware, pelejo, tento, estico, puxo... nada. Ia eu nessa labuta quando olho para a parede e vejo uma baita aranha, daquelas com cara de poucos amigos, preta, medindo uns 5 cm, subindo para o teto. Larguei tudo, busquei uma vassoura, mas a ditasafadafeládamãe caiu para trás do móvel do computador e sumiu, vivinha da silva. Jisuis! E agora? Busquei o inseticida spray e pus veneno por baixo dos móveis para obrigá-la a sair de lá. Dito e feito: eivém a pernuda trôpega, fugindo da nhaca mortal. E eu aproveitei que estava de tênis e dei-lhe o pisão que eu queria dar no computador mas me controlara. Sim, porque nessa hora a gente não acha nenhum instrumento adequado para matar o bicho que tem diante dos olhos. Foi uma tenada (de tênis, manja?) mesmo. Enfim, MORTA! Só que daí, com o coração aos trombolhões dentro do peito e o estômago enjoado, percebi que o bodum de veneno estava por todo o escritório. Agora, definitivamente sem chance de trabalhar... Abri as janelas, liguei o ventilador, saí e fechei a porta. Tudo perdido, resolvi liberar meu lado Amélia e passar a roupa, toda acumulada, já que o dia estava ficando com cara de chantilly que virou manteiga. Parece mentira... não há de ver que a mesa de passar roupa, já querendo quebrar, caiu com toda a força em cima da minha mão? Aimeuseiláquemmiacodemebanameampara... Dei uma pausa no cérebro para não sentir a dor e sentei-me na cama, para não ter que ver meu corpito desabar de dor. Uiiii...... Senti aquele frio percorrer o mesmo estômago que já estava enjoado...
Definitivamente. Hoje não é dia. 3 de Setembro. Tsé tsé. Vou cruzar os braços, e esperar sossegadinha o dia passar. Minha mão dói horrores enquanto digito este post. Shhhhh... quietinha... (cochichando) deixa ver se a zebra aí de cima vai embora. Shhhhhh... (sussurrando) Quando ela for, você me avisa? Vou fingir-me de morta... shhhhhh....

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fechado para obras

Eu não digo que meus amigos são todos umas figuras?! Esse um aí acima, fechou para obras há 4 anos! Cansou-se de não entender os outros, matriculou-se num curso de Psicologia e só reabre quando concluir os estudos. Agora, com o suporte de Freud, Lacan, Moreno, Jung e todo o olimpo, acho que vou vê-lo novamente. Deixa disso, Osvaldo! 'mbora de novo para Ouro Preto, que "na estrada de Santos você vai me conhecer"!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sapato velho

Guardei os 3 sapatinhos que a Carolina usou quando aprendeu a andar, porque achei que seria engraçado um dia ela poder olhar para eles... São dois pares de tênis, um vermelho e um na cor natural, que ficaram tão acabados, mas tão acabados, que parece que foram à guerra. O outro, era um sapatinho vermelho, usado nas ocasiões especiais. Ela ficava mesmo lindinha com eles... Só que eu não tinha ideia do que ia fazer com aquilo. Acabei por decidir colocá-los em 3 quadrinhos, formando um composé, que hoje fazem parte da decoração do quarto dela.
Usei daquelas molduras altas, com vidro e forrei o fundo com papel de parede.

Esse par é o mais acabado. Acho que ela deve ter feito uns 80 km com ele! Vai, volta, cai, levanta, arrasta, balança as pernas... eita! que custo que é aprender a andar!

E esse foi a Tia Marieta que deu. Mandou pela Vanuza. Se ela já a conhecesse pessoalmente, nem assim ela teria acertado tanto na prenda. Era a cara dela!

"Você lembra, lembra?... /Eu costumava andar bem mais de mil léguas pra poder buscar/Flores de maio azuis e o teu cabelo enfeitar./ (...) É talvez eu seja simplesmente como um sapato velho/ Mas ainda sirvo, se você quiser/ Basta você me calçar, e eu aqueço o frio dos teus pés."
Os sapatos da infância nos aquecem a alma.