Viva o Santo António! Viva o São João!
Há uma hora
Bordado, arte e memória.
Tempos atrás, o tio Rogério havia indicado vivamente este filme para a Carolina. Dizia que ela ia amar! Que era uma história muito bacana, e tals...
Entretanto, depois de assistir a primeira vez sem sequer piscar os olhos, ela disse que tinha medo daquilo, que era melhor a gente nunca mais vê-lo, senão aquela malvada podia costurar nossos olhos com botões.
Pegou uma paúra, que nem queria saber de passar perto! Enxergava os cartazes de cinema de longe!
Contudo, aos poucos foi se reaproximando do objeto de terror, e logo depois já me pedia para ver com ela o filme novamente. Bem... Ela agora canta as músicas todas de cor, faz mil desenhos temáticos (que mais tarde posto aqui no blog) e o que é pior: monta cenas de teatro onde ela é a Coraline e eu tenho que interpretar a mãe má. heheehhehe Sempre tive vocação para fazer a mãe má! Tornou-se seu desenho favorito!
Foi assim que resolveu que eu devia lhe costurar os olhos com botões. (Credo!)
Enquanto aguardava na sala de espera do hospital para fazer uns exames, fiquei olhando para um quadro na parede. Puxa! Eu adorava aquilo... Não sabia de quem era, nem nada... Não querendo parecer doida, já que o lugar era meio inacessível, disfarçava, ia e vinha de olhos grudados no rodapé, tentando ler qualquer coisa de longe. Afinal era uma gravura que tinha lá um título, mas não consegui divisar a autoria.
Chegando em casa, coloquei o título na net, já que pertencia a uma série de gravuras, e lá descobri: o nome dela é Annora Spence. Um ano mais velha que eu, inglesa. Cada gravura é mais linda que a outra, se é que isso é possível. Ai, vontade de encher minha casa com sua visão poética e musical da vida.
Regulei tudo direitinho, comprei as tais cápsulas, cada uma mais sugestiva que a outra... Fiz um café e esperei...
Tomava outro café e esperava...
Que saco!... Propaganda enganosa.