terça-feira, 20 de outubro de 2009

Levando no cano

Limousine, Wouter Mijland

Quando eu vi essa bicicleta num site, fiquei pensando num monte de gente que eu gostaria de levar no cano! Ha,ha, ha, ha, ha! Calma! Ou você não é do tempo em que muita gente boa fazia isso?!

Paul Newman e Katharine Ross , Butch Cassidy & Sundance Kid, 1969.

Com uma bicicleta limusine destas, dava para dar carona para um monte de amigos. E daí o amigo nº 1 teria a obrigação de me levar para o bom caminho, afinal, eu não ia ter braços para tanto.

Minha avó Benvinda dizia que hoje em dia (naqueles dias) o ônibus podia chegar em qualquer lugar do mundo. Ela jurava que viria me visitar de ônibus, porque tinha medo de voar. Mas não acreditava que o homem tinha pisado na Lua. Não é uma incongruência?!

Herdei dela essa maneira maluca de pensar. Assim, não duvide que eu ache razoável convidar-lhe, mais alguns amigos queridos, para passear numa magrela destas pelos campos da Provence. No Verão, é claro.

Link quebrado

Peço-lhes as minhas desculpas se alguém tentou aceder ao link da Carolina a cantar no post anterior e não conseguiu: na minha tentativa amadora de alojar o arquivo, acabei cometendo um erro que não permitia acessar à gravação. O link ficou quebrado. Agora está tudo ok (espero). A vida é assim. Vivendo e aprendendo.

Vai, vai chegar sua vez

Ontem, Carolina e eu estivemos a dar risadas e a cantar, não necessariamente nesta ordem.
Ela adora o filme "A Noiva Cadáver", do Tim Burton. Por isso, sabe as músicas todas de cor. É uma espécie de musical.Não sei se isso é cômico para todo mundo, mas eu acho engraçadíssimo ela cantando essas palavras, porque a letra é muito original e fica parecendo meio desadequado à idade dela. No entanto, quem conhece o filme sabe que é uma forma das crianças irem entrando em contato com a ideia da morte de um maneira lúdica (isso existe?!). Outro dia ela me disse que quem morre vai 'lá para baixo', fazendo uma expressão muito grave. Eu pensei que o 'lá para baixo' era o Inferno e perguntei-lhe onde era o 'lá para baixo'.
_ Ora, é lá debaixo da terra, onde as pessoas ficam depois que morrem e vão dançar com os esqueletos.
(pensou um bocado...)
_ Ó, mãe, e aquela outra coisa branca azulada que sai da pessoa quando ela morre? Vai para onde?
_ Vai para o Céu, filha, porque só o corpo é que morre. O espírito, a alma, que é aquela coisa branca azulada, que é o nosso pensamento, o nosso sentimento, isso não morre nunca!
_ Ah... Então vamos cantar! "Vai, vai chegar sua vez/ A morte, o dia, não importa o freguês..."
Para ouvir a Carolina cantando o tema de "A Noiva Cadáver", clique aqui.

sábado, 17 de outubro de 2009

Deu zebra novamente!

Continuando no propósito de dar vazão à vasta produção Carolinística, eu fiz um prato infantil com um daqueles desenhos que ela fez do Zoo. Lembram? A girafa escondendo-se atrás da zebra?
Acrescentei uma "barra" zebrada para fechar ou emoldurar a cena e... já está!
Ainda tem que ir ao forno. E depois vou fazer o caneco para formar o jogo. Quando tiver tudo pronto eu posto aqui.
Aproveito para anunciar a criação da 3Pês, ou PPP, ou P3, sei lá... Como andamos trabalhando em conjunto, a Carocha e eu, pensei em lançar a grande marca de sucesso "Paiva's Porcelain Painting". O que vocês acham disso? E de qual destas gostam mais? 3Pês, ou PPP, ou P3? Acham que vai resultar? Uma moeda pela vossa participação! Será que eu acabo presa por exploração de trabalho infantil? Ó, dúvida cruel! Declaro aberta a temporada de caça aos melhores palpites.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Finalmente encontrei!

Eu tenho duas queridíssimas amigas que são minhas parceiras de Sushi. Daí agora elas se meteram a fazer uma casa nova que, dizem, tem até uma bancada na cozinha só para os xuxizeiros de plantão! Uau!
Claro, e eu não podia deixar de dar minha contribuição para essa ideia tão maravilhosa: então passei a procurar um jogo de porcelana para Sushi para fazer uma coisa bem personalizada para lhes oferecer. Eu queria algo que fosse mais para o quadrado, fugir um pouco dos pratos redondos convencionais. Mas também queria uma pecinha menor, para o shoyu e raiz forte... E de quebra, um apoio para os "pauzinhos". Só que, quando eu encontrava o prato certo, não encontrava a peça menor a condizer... ou era muito pesada, ou um jogo muito grande, que inviabilizava levar o presente na viagem, ou proibitivamente cara, ou com detalhes que não permitiriam a pintura das peças depois.

Agora, finalmente encontrei!!! Olha só esta peça menor que se encaixa no lugar marcado no prato: não sou muito boa fotógrafa, nem o ângulo da foto ajuda, mas parece o design de uma gota d'água que espirra ao cair noutra superfície líquida. E o espaço entre as novas gotinhas que se formam serve muito bem para segurar o rachi. Dispensa a 3ª peça. Não é interessante?!
E aí, mulherada? Agora estou esperando vocês aprovarem a porcelana, e uma dica da tonalidade da cozinha para começar a pintura. Espero não estragar tudo, porque eu considero as peças mesmo branquinhas muito lindas! hehehehehehe (Rachel e Boss, não fiquem enciumados: quando vocês tiverem a vossa casa nova, também vão ganhar um jogo personalizado. Enquanto isso, a gente usa a cozinha delas! O Boss cozinha, a gente come!)

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bordado em tule

Lembram-se que eu voltei de Lunèville doida com bordados em tule? Lembram-se que eu estava apanhando, mas resolvi tentar até conseguir fazer esta técnica?
A beleza deste trabalho no tule tem a ver com o jogo de transparências... E era disto que eu andava atrás.
Pois bem. Mãos a obra! Passei o risco para o tecido batista...
Alinhavei-o ao tule de algodão...
Prendi-os juntos no bastidor e fiz os contornos em ponto cadeia.
O ponto cadeia pode ser feito à mão, com uma agulha de costura normalíssima, ou com uma agulha de crochê. Há quem faça com as agulhas de crochê comuns, outros com a agulha de crochê específica para este tipo de bordado e pedrarias como as de Lunèville ou as da Clover.
Finalmente, depois de tudo pronto, é só começar a recortar. Er... não pense que isto seja fácil:
uma pequena distração e corta-se o fio que pode desmanchar tudo!Aí é só se apaixonar pelo desenho que vai ganhando cada vez mais transparência.
Fica tudo cheio de recortes e o resultado é de uma grande leveza!
Não é bacana?! Olha só que simpático!
Há muitas outras técnicas e pontos para se bordar o tule.
Esta é apenas uma delas, mas já é um princípio.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Direto da camisoladora

Ontem, depois de uma overdose de imagens bordadas, fiquei com saudades da agulha... Hoje resolvi fazer uma camiseta para a Carolina que, como sempre, ficou com o autofalante ligado o tempo todo no meu ouvido: "não, põe azul claro aqui. Eu NÃO gosto de lantejoulas! Eu não quero mais!..."
Mas no final, depois de pronto, ela me disse:
"Mãe, você é a melhor camisoladora do mundo! Chuac!"
PS.: Em tempo: em Portugal, camiseta = camisola. Portanto, em Carolinês, camisoladora = fazedora de camisolas/camisetas.
Uau! Acho que isso foi um elogio!