segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Branco sobre branco

Um pequeno bordado para começar a semana: Branco sobre branco, bordei no linho, utilizando bainhas abertas (barrado à volta).
No canto, uma aranha, e pelo meio, ponto gravatinha,
porque parece uma gravata borboleta.
O contorno da folha é feito pelo ponto palestrina e no centro da folha há as tais "brides", muito usadas na técnica do bordado Richelieu. Bride - é assim que as portuguesas chamam essa ligação feita ao outro lado do vazado por uma linha que depois é tecida. Sabe por que? Porque nada mais é que uma "ponte" lançada à outra margem do recorte, ou se quiser, no inglês "bridge". Não é fantástico como a gente aprende as coisas mais inusitadas com o bordado?!

domingo, 25 de outubro de 2009

Jardinagem inspirada

Se você é daqueles que acha que plantar um jardim é simplesmente ir colocando as plantas indiscriminadamente em qualquer lugar e isso já lhe satisfaz, pretendo neste post colocar-lhe uma pulga atrás da orelha.
Este jardim fica ao lado do castelo de Lunèville, na França. Não se encontra na sua melhor forma devido às muitas obras de recuperação do castelo, por causa de um incêndio sofrido em uma das alas do edifício há anos atrás. Isso não nos impede, contudo, de reverenciar a arte de seu caprichoso jardineiro, veja:
No lado esquerdo da foto superior, pode-se observar a fachada de outro castelo desenhada no jardim. Mais de perto podemos ver como ele construiu a imagem...
Um bocado mais de detalhe e nota-se as diferentes plantas que ele usou...
A tonalidade mais clara é dada por um tipo de suculenta, no Brasil muitas vezes chamada de rosa de pedra, ou planta pedra, fácil de encontrar até na seção de plantas dos supermercados.
Só que a gente nunca pensa em fazer uma lindeza dessas, ? Ficaria muito caro?! ... é só ter paciência e ir multiplicando as plantinhas até ter um número suficiente para brincar de fazer arte no jardim. Tem até um site bacana que ensina a cuidar delas direitinho, fazer o cultivo e propagação. Que tal brincar de jardinagem?

sábado, 24 de outubro de 2009

Parlez-moi d'amour

Sábado nublado, uma fina chuvinha renitente... Só me ocorre ouvir Juliette Greco cantando "Parlez-moi d'amour". Já ouviu? Acho uma voz magnífica! Se quiser, pode ouvir aqui. Depois diga o que achou.
Fico ouvindo essa música e pensando que tudo o que eu precisava agora era de uns 5 dias de feriado nacional pela frente.

Tenho tanta roupa para passar...
Ok! Acho melhor tirar o popozão da cadeira e tratar de trabalhar, porque dona de casa não tem folga e muito menos hoje é feriado! Que canseira!

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Domini cani

Fiz esse desenho numa época em que eu ainda tinha tempo e paciência para ficar pescando detalhes nas fachadas.
É a Igreja de São Domingos, em Uberaba. Com ela, de alguma forma, meu destino se entrelaçava: lá meu pai foi coroinha. Muitos anos mais tarde eu viria a cantar ou reger em concertos. No antiga casa paroquial ensaiei durante muitos anos o Coral Cidade de Uberaba, convertida em sede da Fundação Cultural do município. A igreja sempre na janela.
Tantas lembranças, tantas memórias... um dia de blecaute total e as estrelas se acendendo surpreendentemente... Um concerto memorável com os bancos todos reorganizados e voltados para o centro, com poemas de Adélia Prado pelo meio... Tantos amigos, tanta alegria, que posso dizer que não virei irmã dominicana porque essa não era a minha sina.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Levando no cano

Limousine, Wouter Mijland

Quando eu vi essa bicicleta num site, fiquei pensando num monte de gente que eu gostaria de levar no cano! Ha,ha, ha, ha, ha! Calma! Ou você não é do tempo em que muita gente boa fazia isso?!

Paul Newman e Katharine Ross , Butch Cassidy & Sundance Kid, 1969.

Com uma bicicleta limusine destas, dava para dar carona para um monte de amigos. E daí o amigo nº 1 teria a obrigação de me levar para o bom caminho, afinal, eu não ia ter braços para tanto.

Minha avó Benvinda dizia que hoje em dia (naqueles dias) o ônibus podia chegar em qualquer lugar do mundo. Ela jurava que viria me visitar de ônibus, porque tinha medo de voar. Mas não acreditava que o homem tinha pisado na Lua. Não é uma incongruência?!

Herdei dela essa maneira maluca de pensar. Assim, não duvide que eu ache razoável convidar-lhe, mais alguns amigos queridos, para passear numa magrela destas pelos campos da Provence. No Verão, é claro.

Link quebrado

Peço-lhes as minhas desculpas se alguém tentou aceder ao link da Carolina a cantar no post anterior e não conseguiu: na minha tentativa amadora de alojar o arquivo, acabei cometendo um erro que não permitia acessar à gravação. O link ficou quebrado. Agora está tudo ok (espero). A vida é assim. Vivendo e aprendendo.

Vai, vai chegar sua vez

Ontem, Carolina e eu estivemos a dar risadas e a cantar, não necessariamente nesta ordem.
Ela adora o filme "A Noiva Cadáver", do Tim Burton. Por isso, sabe as músicas todas de cor. É uma espécie de musical.Não sei se isso é cômico para todo mundo, mas eu acho engraçadíssimo ela cantando essas palavras, porque a letra é muito original e fica parecendo meio desadequado à idade dela. No entanto, quem conhece o filme sabe que é uma forma das crianças irem entrando em contato com a ideia da morte de um maneira lúdica (isso existe?!). Outro dia ela me disse que quem morre vai 'lá para baixo', fazendo uma expressão muito grave. Eu pensei que o 'lá para baixo' era o Inferno e perguntei-lhe onde era o 'lá para baixo'.
_ Ora, é lá debaixo da terra, onde as pessoas ficam depois que morrem e vão dançar com os esqueletos.
(pensou um bocado...)
_ Ó, mãe, e aquela outra coisa branca azulada que sai da pessoa quando ela morre? Vai para onde?
_ Vai para o Céu, filha, porque só o corpo é que morre. O espírito, a alma, que é aquela coisa branca azulada, que é o nosso pensamento, o nosso sentimento, isso não morre nunca!
_ Ah... Então vamos cantar! "Vai, vai chegar sua vez/ A morte, o dia, não importa o freguês..."
Para ouvir a Carolina cantando o tema de "A Noiva Cadáver", clique aqui.