terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais um rastro do caracol

De vez em quando me deparo com mais um rastro deixado por aí... desta vez foi um querido amigo quem guardou durante anos esta singeleza de 1989, desenhado num pedaço de madeira.
E eu já nem me lembrava mais... Se eu virar uma velhota cheia de lacunas na memória, com certeza meus amigos não terão sido os responsáveis! Obrigada, Lucas.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nada como um dia à beira do lago para desestressar...
Este é um programa que eu simplesmente adoro: ir ver os patos, patarecos, galinholas d'água, cisnes, gansos, gaivotas, e o que mais vier...
Depois de horas assim, num fim de tarde solarengo em Rapperswil, tô pronta para outra semana.
Um dia ao ar livre, à beira d'água, medindo o horizonte e traçando o vôo das aves, me dá asas para voar. E há quem prefira Red Bull!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ouro sobre vinho

Já viram algo tão detalhado assim? Eu nem sei bem o que é isso... afresco? Parece, mas não sei dizer com certeza... tudo tão preservado, tão cuidado,... é mesmo um brinde aos olhos!
Este prédio fica no centro de Mulhouse, na região da Alsácia, na França. A cidade já foi alemã, depois passou aos franceses. Construído em torno de 1550, por aí... Nós ainda estávamos a ser descobertos, ou achados, como queiram...
Aqui um outro ângulo. Tudo tão simétrico, arrumadinho, equilibrado...
De uma época em que ainda se cuidava de cada detalhe da construção... havia tempo! (E dinheiro, é claro).
Quando uma coisa é uma combinação muito perfeita, os portugueses dizem "Isso é ouro sobre azul". E o que dizer do ouro sobre vinho/grená/magenta?! Uau!
E aqui o entorno, na praça central, de frente da igreja:
Da próxima vez que for apreciar um bom vinho rosé gelado, lembre-se da Alsácia. Agende uma viagem para conhecer essa simpatia que é Mulhouse.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A fada do dente

Carolina já anda tão ansiosa para receber a fada do dente, que não pensa noutra coisa. Neste desenho ela fez o dia da tão sonhada visita, ela dormindo, o dente no travesseiro e a fada. Durma-se com um barulho desses!

sábado, 17 de abril de 2010

Que língua é essa?!

Eu agora tenho quatro vasos no meu banheiro. Ou casa de banho, como queiram meus amigos portugueses. Afinal, para eles, o banheiro era o gajo que acompanhava as senhoras ao banho de mar para que não se afogassem ou resolvessem passar mal justo na hora de pular a onda. O tipo ainda existe, acreditam? Encontrei essa foto no site do A. Jorge, que até explica como funciona, digo, como trabalha um banheiro.

Banheiro de São Bartolomeu do Mar - Portugal
Vendo as coisas por este ângulo, eles provavelmente diriam que eu tenho apenas três vasos na minha casa de banho, porque o quarto seria a sanita. Tá bem, vaso ou sanita... não chega a ser verdadeiramente um problema. Mas falar de um banheiro com um vaso, deve soar aos ouvidos lusos como algo mais ou menos assim:
Ou pior. Assim, talvez:
Deste modo, o que deveria ser uma simples postagem, acaba virando uma coisa complicada, se considerarmos que ela possa ser lida por leitores da língua portuguesa de localidades diversas. Quanto a mim, ainda não entendi muito bem se viver em Portugal aumentou meu vocabulário ou baralhou irremediavelmente as minhas ideias. Se calhar, ampliou meu entendimento, mas pioreceu meu explicamento, melhormentemente falando. Saudades do prefeito d'O Bem Amado?!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Contos de fadas

Era uma vez uma senhora muito feia simpática...A cada manhã, a bruxa má ela abria sua janela para maldizer bendizer a vida.
E a seguir, fazia a pergunta do costume:
_ Espelho, espelho meu... existe alguém mais bela do que eu?
Claro... vocês já estão carecas de conhecer essa história... vamos então ao resumo da ópera:
Foi assim que a bruxa má vovó largou sua vassoura e foi falar com a Branca de Neve. Estava um lindo dia, e os anões nem tinham ido trabalhar.
A surucucu sanguinolenta avózinha propôs fazerem um baile, onde seu feitiço a felicidade reinaria, e Branca de Neve dormiria viveria eternamente. Mas desde que o mundo é mundo e os contos de fadas são contos de fadas, o feitiço sempre sai pela culatra. Ou seria o tiro que pega sempre no feiticeiro? Sei lá... sempre baralho um pouco essa parte...
O que importa é que deu tudo errado, e quem acabou dormindo foi o príncipe encantado!

A perversa caninãna boa velhinha ainda tentou dar um passe de descarrego abençoar a linda menina com palavras que ela aprendera no livro de São Cipriano intuitivamente:
_ Sai desse corpo, que ele não lhe pertence!

Mas é óbvio que quem nunca estudou magia como se deve, só fez um workshop de 40 horas com a Madame Mim, nunca chegará a feiticeira!
E foi assim que a Branca de Neve viveu feliz para sempre com os 7 anões, e a avó da Carolina ficou ainda mais feia e boba alegre e gentil.
Vitória, vitória, e acabou-se a história!

sábado, 10 de abril de 2010

Mudanças

_ Mãe, um dia você compra para mim um daqueles negócios assim meio quadrados de por nos pés?
_ O quê?
_ Que a gente põe nos pés para andar...
_ Patins?
_ Não... Aquelas coisas de madeira...
_ Hã? Que coisas?
_ Aquilo, mãe, que a gente fica mais alto?...
_ Perna de pau?
_ Não, mãe! Aquilo assim, ó: (e fazia sinais com as mãos em baixo dos pés tentando fazer um resumo tridimensional do que queria dizer).
_ Ah! Filha... onde é que você viu isso? A mãe não tá entendendo... Explique lá de outra maneira...
_ Espera... (correu no quarto e foi fazer o desenho... É. Comigo às vezes tem que ser assim: só mesmo fazendo um desenho! Voltou toda esbaforida com o papel na mão). Olha. Isso:

_ Um dia você me compra um desses, mãe?

Ha ha ha ha ha... Gente! A minha filha quer uns tamancos! Uns sapatos de salto alto! Essa plataforma aí é de deixar qualquer Carmen Miranda no chinelo, literalmente!!! Uau! Tá ficando crescida ...
Lá fomos as duas, no dia seguinte, buscar os tão sonhados tamancos numa loja. Ela parecia vitoriosa e se pavoneava toda sorridente e orgulhosa do novo adereço. Quem não se lembra de ter vivido um dia essa emoção? Ah! Como é lindo descobrir o mundo!
Amanhã nos mudamos de apartamento, a pedido dos vizinhos de baixo, que não suportaram o ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc ploc... ... ... ... ... ... A intolerância ainda vai extinguir o ser humano do planeta.