domingo, 17 de outubro de 2010

Resultados inesperados

Já que todos estavam tão ansiosos para saber o resultado do curso de uma semana de patinação no gelo, aí vai uma pequena amostra:

Pois é... correu tudo muito bem, e a garota até que se desenrasca bem em cima dos patins. Contudo, vocês devem ter percebido o "pequeno" detalhe: a Carolina agora acha que é um cão. Uma cadela, mais precisamente, que se chama Ângela. Nunca vi uma cadela com esse nome! Até disse qualquer coisa sobre as patinhas de trás... Acho que vou ter que pagar anos de terapia para que ela supere essa questão... Mãe sofre!

Ha, ha, ha, ha, ha... você pensou que eu NUNCA ia andar de patins no gelo?!!!
Pois aí estou eu, graças ao desenho da Carolina. Se observar bem, verá os lindos patins que ela colocou nos meus pés. Uma delicadeza, principalmente se considerarmos o tamanho da minha pança! O mundo é um oceano de possibilidades na cabeça de uma criança. E a vida em família torna-se uma saga diária:


My Stick Family from WiddlyTinks.com
Desculpem a minha esbelteza no desenho da família, mas não havia nenhuma barriguinha simpática como aquela feita pela Carolina.

sábado, 16 de outubro de 2010

Foi bonita a festa, pá

Rapaz... ando com as emoções à flor da pele... só isso para explicar que eu me comova com um monte de pedras caindo. Quer ver?

Depois de 11 anos, o Gottardo - maior túnel ferroviário do mundo, teve concluída mais uma etapa: os 57 km de comprimento foram ontem vencidos. Calma... só em 2017 você poderá fazer essa viagem. Quer mais detalhes? Então leia aqui.
Mais que a marcha da Aida, aquela entoação de canto tirolez (ou sei lá que tipo de canto alpino era aquele) foi sem dúvida arrepiante. Ih! Acho que o bichinho dos Alpes tá me pegando...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Função da arte

Esta semana tive uma grata surpresa: assisti ao filme Tempos de Paz, dirigido por Daniel Filho e fiquei extremamente sensibilizada. Nem preciso falar do espanto que é a interpretação dos atores Dan Stulbach e Tony Ramos, com um trabalho muito mais cuidadoso e aprofundado do que estamos acostumados a ser brindados diariamente na TV. Claro que o cinema (e o teatro - que deu origem ao filme) possibilita e requer outro tipo de abordagem, mas é inegável o prazer de ver os dois atores voltados para uma atuação tão meticulosa.

Além do show de interpretação, há também a eterna questão, tão antiga quanto a própria arte, que gostei muito de ver tratada com grande mestria: qual a função da arte? Para que serve o teatro?

Uma oportunidade fantástica para a reflexão... e também para a fruição.

Você já viu? Não? Então vá ver! Vale a pena.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Menos bitucas = mais bitocas

O vício pode acabar com a vida dos caracóis. Alguém não sabe disso?
Eu sempre fui favorável a uma vida saudável. Claro, sem fazer disso uma luta capaz de destruir a boa convivência diária. Cada um faz suas opções. Eu respeito. Mas não deixo de fazer minha torcida interna, esperando que um dia as pessoas que eu amo (e as que eu gosto e simpatizo também) deixem de fumar. Afinal, os caracóis poderiam viver muito mais e melhor sem isso, não?
(em detalhe)Não é fácil, eu sei. Essa porcaria parece exercer uma atração incrível!
E os caracóis são curiosos... não esquecem... andam sempre ali à volta...
Até parecem só pensar naquilo...
Mas esperança é a última que morre (Dizem que os fumantes morrem bem antes). E eu, contente (ok, quase dando saltos e berros de felicidade), constato silenciosamente que meu marido está tentando parar de fumar. O amor não é lindo?!!!
Não contem pra ninguém, e me ajudem a torcer daí. Será que vai ser desta?! Expectativa...
E não fiquem a imaginar que eu montei estas imagens dos caracóis com as bitucas (beatas) de cigarro: eu apenas estava entrando num prédio outro dia e constatei completamente pasmada que os bichinhos também apreciavam a porcaria... Então saquei a câmara e fotografei. Obviamente eu não desejaria isso a nenhum animal do planeta!!! Ééca!!! Ah! E se você fuma, cuidado onde coloca suas bitucas.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Traição

Millôr Fernandes dizia que, de todas as artes, a música é a única que nos ataca pelas costas.
Tem muita sabedoria esta afirmação, afinal, normalmente é preciso que o espectador se volte para o objeto ou para a performance, para que possa fruir a arte. Como num acordo onde um quer se mostrar e outro quer conhecer. Na música, mesmo que você não se proponha a isso, que não esteja com o interesse voltado para a questão, ela pode lhe invadir sem aviso prévio. A música é traiçoeira: ela pode nos pegar numa emboscada quando menos esperamos. Ou você nunca sentiu isso de repente num shopping, num elevador, num sinaleiro, ou mesmo próximo a vizinhos barulhentos e mal educados?
Algumas vezes, pode ser mesmo uma violência. Outras, uma grata surpresa.
E foi assim, completamente desarmada, que tive o prazer de conhecer esta música de Astor Piazzolla na belíssima voz de Chabuca Granda, de quem eu nunca ouvira falar. Alta traição, mas como foi bom! Quer ouvir e verificar se ela também lhe toca?

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Experiência estética

Por vezes, desavisadamente, o prazer estético me inunda,
e eu simplesmente perco a palavra.