quarta-feira, 6 de abril de 2011
Bossa não tão nova
sexta-feira, 11 de março de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Bodas de... sal?
Faz hoje 49 anos que meu pai "tá pegando" a minha mãe. Calma, não é só um modo grosseiro de falar: é que estou tentando usar uma linguagem mais próxima para que a nova geração de netos possa entender bem o que é isso. Hoje em dia, em que é tão difícil encontrar uma relação que dure além da primeira "pegada"... em que tudo passa na velocidade meteórica com que deixamos de ser "B.V."... Imaginem se minha mãe fosse apenas uma "perigueti", que escolhesse meu pai só para ser seu "ficante"... eu, provavelmente não tava aqui para contar essa história. Porque encontrar um companheiro para partilhar 49 anos e 6 filhos, quando o máximo que se viveu sozinho consigo mesmo foram uns parcos 20 aninhos!... Quer dizer que nesse momento, até a memória de como é ser solteiro já esmaeceu. Será que eles ainda se lembram? Será que têm saudade?Quando isso tudo começou, eles eram assim:
O quê? Um beijo como o da primeira foto naqueles tempos?!!!! Nem pensar!!! Mesmo depois de casada, uma mulher podia ficar falada! E tenham certeza: isso era do pior que havia. O fundo do poço! O caminho sem volta!
Tanta coisa que dava para pensar... Mas para já, eu apenas quero lhes desejar tempo e disposição suficientes para comer mais esse bocadinho de sal juntos:
Cuidado com a pressão, moçada!!!!
Ok, não tão moços assim...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
A mulher que não gostava de Carnaval Parte II - O dia que Sebastiana entrou no porão
Sebastiana entrou no sótão de cimento
Queria vê-lo com a maior precisão
Mas tremia da cabeça até a ponta do dedão
"Agora vamos dançar conforme a canção"
Disse o corpo em decomposição
E quando a coitadinha deu um passo
Ele comeu seu coração.
Essa é a história de uma mulher que não gostava de carnaval.
A mulher que não gostava de Carnaval Parte I - A epopeia de Geneval
Ela se chamava Sebastiana, mãe de Geneval
Ela gostava mesmo era das noites de Natal
Seu filho Geneval
Adorava Carnaval
Mas não podia ir pular
Se não levava um pau
Ele tinha ilusão com o Globeleza
Por isso sua mãe o trancou no porão com sua cadela Tereza
Mas ele não se irritou
No ano seguinte, o gostinho de vingança ele provou
Quando começou a festança
Fugiu de casa e foi cheirar lança
Ao voltar para casa não pensou na consequência
E sua mãe Sebastiana o julgou por sua desobediência
Sebastiana descontou nele sua ira
Trancando-o no sótão
Nunca mais o vira
Cosme e Damião e o drama do Diabo
Onde um ia, lá estava o outro. Sempre. Pra cima e pra baixo, o dia inteiro!
Quem os via assim juntinhos, nem dava pelas diferenças entre eles, que não eram poucas. Mas a verdade, é que quando nasceu, Raphael era um fofucho que vivia dando risada. Continua assim até hoje!
Já o negócio do Rodrigo era chateá-lo cantando o "Paiaiô" (Não me perguntem que canção ridícula é essa! Eu me recuso a reproduzir essa ladainha!). O tempo foi passando, e o Damião Raphael começou a se tornar um idealista... Acho que se sentia assim uma espécie de super herói.
Qualquer lençol velho virava a capa do Super homem, qualquer capucho esfarrapado servia de máscara... Sua imaginação não tinha limites: Acreditava nas bruxas, na Cuca, no homem do saco, no Saci Pererê, no Capitão Sabino, no plano cruzado, no pirata da perna de pau... Até no Lula ele acreditou!!!!
E claro, a função do Cosme Rodrigo era trazê-lo de volta à realidade. Tentar, pelo menos.
E todos pensavam: uma amizade fraterna assim, nem mesmo uma proposta irrecusável da Dilma pode separar! É... mas seria exatamente uma mulher a autora desta proeza: sim. Ela. A única! A inigualável Susana:
E todos os dias quando a Susana acorda, assim que seus delicados pezinhos tocam o chão, o Diabo resmunga lá das profundezas: «Oh, droga! Ela acordou!!!» hahahahahahaha! Ficaram com dó?!!! Pois é: ELES VÃO SE CASAR!!!!
E assim termina a história da dupla dinâmica Cosme e Damião Rodrigo e Raphael - dois irmãos unidos como os dedos de uma mão ou vocês acham que o Rodrigo será homem de ir visitá-los, se nem o Diabo a aguenta?!!!, que um dia uma mulher separou.
E para terminar tudo em bem, resolvi compartilhar aqui a genialidade inventiva, a imaginação fértil do Raphael quando tinha apenas uns 10 anos de idade e a professora lhe pediu a indefectível redação sobre as férias, ou se quisesse, um outro tema qualquer que escolhesse. Então o eterno menino que adorava singrar as nuvens, escreveu uma "composição" com as duas postagens que se seguem. Eu, obviamente, como irmã zelosa da memória da família e do futuro promissor daquela criança, já pensando nos vinténs que isso poderia me render, guardei estes manuscritos por anos para um dia ter o prazer de chantageá-lo publicá-los. Finalmente é chegado o momento. Agora quero a opinião de vocês.
Já agora, como não tem mesmo volta,
PARABÉNS AOS NOIVOS! E UMA LONGA VIDA FELIZ PELA FRENTE!










