É impossível ter tempo para tudo.
De vez em quando eu sumo daqui do blog. O que quer dizer que eu estou aparecida noutro canto qualquer.
Só para contar que andei bordando. Acontece.
Bordado, arte e memória.

Nessas horas tudo que eu queria era ter um grande jardim onde eu pudesse render cultos a esta deusa! (Nossa! Como a paixão nos torna ridículos e cheio de clichês baratos!)
Um dia, quando olhava uma foto que recebi de um amigo querido, a Carolina perguntou admirada:
E com um certo desalento, disse:
A foto da historinha acontecida era outra, mais antiga, que não consegui localizar agora. O amigo é o mesmo lindo e querido de sempre que está nas imagens - Lucas Nascimento. Estas fotos maravilhosas são de Aline Paparotto. Bravo, guria!
Faz hoje 49 anos que meu pai "tá pegando" a minha mãe. Calma, não é só um modo grosseiro de falar: é que estou tentando usar uma linguagem mais próxima para que a nova geração de netos possa entender bem o que é isso. Hoje em dia, em que é tão difícil encontrar uma relação que dure além da primeira "pegada"... em que tudo passa na velocidade meteórica com que deixamos de ser "B.V."... Imaginem se minha mãe fosse apenas uma "perigueti", que escolhesse meu pai só para ser seu "ficante"... eu, provavelmente não tava aqui para contar essa história. Porque encontrar um companheiro para partilhar 49 anos e 6 filhos, quando o máximo que se viveu sozinho consigo mesmo foram uns parcos 20 aninhos!... Quer dizer que nesse momento, até a memória de como é ser solteiro já esmaeceu. Será que eles ainda se lembram? Será que têm saudade?Quando isso tudo começou, eles eram assim:
O quê? Um beijo como o da primeira foto naqueles tempos?!!!! Nem pensar!!! Mesmo depois de casada, uma mulher podia ficar falada! E tenham certeza: isso era do pior que havia. O fundo do poço! O caminho sem volta!