sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Encontro fortuito com Daniel Craig

Fui levar minha filha numa festa de aniversário no Cine Pathé. A molecada ia assistir ao filme dos Smurfs. Qual não foi a minha surpresa ao dar de cara no Hall do cinema com um tipo que me pareceu familiar, mas não conseguia me lembrar de onde.  É, a idade nos prega algumas peças... De repente meus olhos focaram num poster gigante de lançamento do filme de Daniel Craig "Cowboys e Aliens". Inacreditável! Eu não vinha visto aquele filme, mas lembrava-me bem do personagem de James Bond interpretado por ele nos filmes do 007. Fiquei na dúvida: peço um autógrafo, ataco de tiete, ou banco a fina e lanço-lhe meu desprezível olhar blasé? Claro, quem manda ser chic? Fiquei com a última hipótese e estou até agora aqui me perguntando se era ele ou não. Olhe bem para a foto e me ajude: você acha que ele estava mesmo lá?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CERRADO

Cerrado 1, Aquarela, Rejane Paiva, 1996.
«Se o senhor me for louvado
Eu vou voltar pro meu serrado
Por ali ficou
Quem temperou o meu amor
E semeou em mim essa incrível saudade
Se é por vontade de Deus, valeu, valeu.

Se pedir a Deus pelo meu prazer
Não for pecado
Vou rezar pra quando eu voltar rever
Todas as brincadeiras do passado
Cortejar meu serrado
E em dia feriado
Viva o cordão azul e encarnado!

Eu sei, serei feliz de novo
Meu povo, deixa eu chorar com você.»
                                              (Serrado - Djavan - 1978.)

Mantive na citação a grafia de serrado com S do Djavan, tal qual foi registrado no encarte dos discos, por não saber se tratava-se de um local de serra (?), com nome próprio, ou algo assim. Teria que ter letra maiúscula, não é? Tudo certo. Até porque, artistas do naipe dele, nunca erram: fazem uma licença poética. Mas quando ouço a música, eu me lembro é do meu cerrado, e estou a falar do Bioma onde nasci. E a verdade é que Djavan também veio da região do cerrado de Maceió, nas Alagoas. E viva o Congado! Viva o cordão azul e encarnado! Matei as saudades do meu Triângulo Mineiro e como foi bom!

Chá de sumiço

Ah-há!!! Pensaram que os caracóis hibernavam no Verão?! Estão malucos?!

Nada disso. Apenas a vida estava tão corrida, que deixei-me levar um pouco, aproveitando para apreciar a paisagem. Mas descobri um monte de coisas novas, que passo a contar a vocês.
Hei! Não sei onde fui arranjar essa imagem. Se alguém aí souber, conta logo para eu poder citar a fonte, pedir autorização ou suprimir de uma vez, porque tô com a impressão de estar fazendo uma coisa feia. Mas a imagem é linda, né?

sábado, 18 de junho de 2011

Beijos em tempos de guerra

Você ainda é capaz de se comover com um beijo? Pois eu me comovo. Veja esta foto:
foto: Rich Lam - 2011.
Não é lindo esse momento mágico? Em pleno caos urbano, a polícia reprimindo o confronto entre torcedores, e esses dois escolheram se beijar. Tem uma história bonita, esse beijo. Veja aqui.
É verdade que os tempos são outros, mas para mim a imagem não é menos tocante que o registro clássico de Cartier-Bresson:
foto: Cartier-Bresson - 1969.
Alguém aí gosta de fazer guerra? Eu prefiro o beijo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Suspense

Há uma emoção que é indescritível para quem nunca teve a oportunidade de fazer cerâmica, pintura em porcelana e afins: O suspense na hora de abrir o forno.
É lógico que quanto maior o domínio da técnica, mais nos aproximamos do resultado previsto. Mas no caso da pintura em porcelana, há sempre uma grande espectativa para ver como o lustre reagiu, como as cores fixaram-se na superfície vidrada, ou se o acréscimo de diferentes detalhes de relevos e efeitos  resultou bem...

Se não, temos que nos armar de paciência e retomar o trabalho novamente, até se obter o que buscamos. Ai, que friozinho na barriga...  Adoro isso!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Boda

«La Boda del Tío Raphael y Tía Susana»
Em fevereiro, quando o tio Rapha se casou, a Carolina fez um desenho muito interessante para levar de presente aos tios. Nele, ela transpôs para o papel como imaginou que seria a festa: ela de saltos altos e vestido branco de dama de honra, levando as alianças. A noiva com seu véu e o buquê de flores na mão, e o tio Rapha de gravata, altíssimo aos olhos de uma menininha de 6 anos.
Achei o resultado tão bacana que resolvi perpetuá-lo na porcelana, para que a prenda pudesse ser conservada ao longo dos anos e o momento ficasse registrado para a posteridade.
Assim, passei o desenho para a peça, tendo a preocupação de interferir o mínimo possível nos traços da Carolina.
Acrescentei uma "moldura" de arabescos no mesmo azul do desenho e um fundo com lustre também azulado. Antes da queima o lustre parece castanho como podem ver na foto:

Depois da segunda queima, surge sua cor azul definitiva e eu ainda juntei-lhe lustre madrepérola.

 Finalmente pintei os detalhes em ouro no buquê, nas alianças, e no arroz que caía...


Agora comparem com a foto e vejam como a Carolina antecipou bem o clima de arroz de festa:

Casamento de Susana e Raphael - foto: Leonardo Prado

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Paeonia

A Primavera me inspira! Vejam essas Peônias...








Já viram flores assim tão lindas? Têm uma exuberância inquestionável.
Depois de 12 longos anos, até me animei a pegar a aquarela e arriscar umas pinceladas:

Será que consigo voltar à velha forma? Fiquei animada para tentar novas experiências...