terça-feira, 1 de maio de 2012

Vida de galinha

Vocês se lembram que eu já quis ser uma vaca? Pois hoje não me importava nada de ser uma galinha. Vejam bem, não é qualquer galinha: é a feliz proprietária deste simpático galinheiro: 
 Agora digam se eu não tenho razão...
Quem pensou nesta belezura foram os senhores da Williams-Sonoma. Pois é... muita gente deve andar por aí sonhando com um galinheiro destes...

domingo, 15 de abril de 2012

Conclusões de uma garotinha de 7 anos


"Se Deus tivesse feito os meninos e as meninas, mas não tivesse colocado eles juntos, então a gente não haria".

Desenho para o Rejham - Carolina aos 6 anos.
Óbvio. Parece-me um raciocínio lógico, bastante razoável. Levei um pouco de tempo para entender, mas quando avaliei que se dizemos "Se ela fizesse, a Beth também faria. E se há Beth Faria, também ela haria e faria."  Ooooops! As armadilhas da nossa língua portuguesa! Ainda fui a tempo de corrigí-la e falei: "Isso mesmo, filha: Se Deus tivesse feito os meninos e as meninas, mas não os tivesse colocado juntos, então não HAVERIA a gente. Não é a gente HARIA, mas a gente HAVIA".
Fiquei pensando o quanto é importante sermos corrigidos com firmeza na hora de aprender um idioma. Cometo muito mais barbaridades do que essa tentando aprender a falar corretamente o alemão e quem me corrige e ajuda de maneira incansável é a Carolina. Então fica mais ou menos empatado, e sabemos que podemos contar uma com a outra. Eu a ajudo com o português, ela me ajuda com o alemão. Mas passado o primeiro momento de gargalhada (sim, tive que me trancar no banheiro para rir tudo o que eu HARIA segurado), fui ficando admirada com a conclusão a que ela chegara sozinha. A de que a gente não existiria se meninos e meninas não ficassem juntos... fazendo... fazendo o que, meu Deus?!!! Como foi que ela chegou a essa conclusão?!!!!
Abro a porta num rompante:
_ Hei, menina, volta aqui!!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Eros, Psyché e as Penteadeiras

Se há algo que adoro é conversa inteligente sobre coisa nenhuma. Numa dessas, com um dos meus interlocutores prediletos, também conhecido como João Luís Carvalho, disputávamos quem tinha a memória mais arcaica, lembrando de móveis e utensílios que caíram em desuso e hoje ninguém mais sabe do que se trata. Lembramo-nos de coisas do arco da velha, como braseiros, escarradeiras, penteadeiras, e o João saiu-se com um tal de Pixixé (escrevo como entendi, afinal, eu entreguei os pontos nessa hora, porque decididamente eu nunca ouvira falar em pixixés e nem sabia que a palavra existia. Pensei até que fosse invenção dele. Hoje, no entanto, me deparei com a seguinte frase no livro "Ana em Veneza", do brasileiro João Silvério Trevisan:

"Junto à última parede, o deslumbrante psiché de jacarandá, com a banqueta estufada que mãe usava para pentear-se diante do espelho. (...) Dodô teve tempo de ver o lindo psiché Biedermeier passar diante dela, amarrado dentro de um carro de boi, aos solavancos, indo embora em meio a outros trastes."



Claro, corri ao dicionário só para confirmar: o que os portugueses pronunciavam como pixixé, vinha de Psiché, ou Psyché. Sim, estamos falando de mitologia grega, meus senhores! Senão, vejamos:

PSICHÉ - (Do mit. gr. Psyché, atr. do fr. psyché) Grande espelho móvel e inclinável montado numa armação; Móvel de toucador, com grandes espelhos e muitas gavetas. (Dicionário Aurélio)
Ah! O português, os portugueses, e seus encantos! Inacreditáveis os caminhos de nossa língua (sem segundas intenções, por favor)!
Agora, eu pergunto: O que uma penteadeira ou toucador têm a ver com o mito de Psyché?  Algum filósofo ou psicólogo de plantão por aí?
TCHAN TCHAN TCHAN TCHANNNNNN...
Não percam, cenas dos próximos capítulos...

Apesar da complexidade mitológica, eu arriscaria o imediatismo da ligação entre o espelho e o amor pela beleza. Clique no link para saber mais sobre o mito de Eros e Psiquê e arrisque suas próprias conclusões.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Que papel...

Inspiração pura!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

2012

Eu adoro iniciar um novo ano! É como se estivesse diante de um bloco de papel em branco e ali pudesse colocar o desenho que quisesse, do tamanho da minha imaginação. E olha que a minha imaginação é ousada, heim?!
Eu sei que a vida é a mesmíssima, apenas a continuação daquela do ano passado e de tantos anos anteriores. Mas gosto de imaginar que trocamos o bloco de desenho, assim como jogamos fora a antiga agenda já toda preenchida. Lembra do cheirinho dos cadernos acabados de comprar?

Olhar para o ano que chega com essa possibilidade de recriar a vida, me permitir outras perspectivas, conhecer lugares e saberes diferentes, novo amigos, me propor outros desafios, inventar algo nunca  antes imaginado, me renova. Faz-me renascer. Respiro reenergizada.
Você também tem essa impressão?
Então um brinde ao Ano Novo!
Que o seu bloco de desenho seja muito tentador e instigante.
Reinvente-se!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal

Ding, dong, ding, dong, ding, dong...
Eu sei... não parece, mas este ainda é um blog sobre bordados. Inclusive.
Se duvida, aí vai um pinheiro de frivolité com miçangas, bordado no feltro.
Mas só para aqueles que acreditam na estrela...
E também os de bom coração.
Ou ainda os que viram os gnomos.
Afinal, é Natal! Aproveite! Exercite sua fé e imaginação...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Navegar é preciso

Júlia é uma garotinha bem bacana. Uma amiga que minha filha adora! Neste momento, ela deve estar na popa de um grande navio, rumo ao Brasil, procurando avistar algum peixinho interessante no mar. Que grande aventura! Meses antes, ela tinha feito este desenho para me contar como imaginava que seria a viagem.
No céu, um avião da SwissAir cruza os ares, na medida certa para aqueles mais apressadinhos, que não são pacientes o bastante para se permitir tal deleite, apreciando a paisagem. Há ainda umas poucas nuvens esparsas, perdidas num dia ensolarado, sobre a imensidão do oceano.
A mim, só me resta a possibilidade de observar daqui da minha escotilha: vejo-os todos (toda a família da Júlia) se lançando destemidos num futuro prenhe de promessas. A vida tem sido generosa comigo: como é bom ter amigos tão estimados e com quem aprendo tanto. Vitória, vitória, e assim recomeça a história: o desenho foi para a porcelana, virou lembrança da nossa feliz convivência. Qualquer dia a gente se vê. Boa sorte, meus caros!