quarta-feira, 7 de agosto de 2013

DIY - Faça um Hotel de Insetos para o seu Jardim.

Como eu havia prometido, hoje vou dar-lhes dicas de como fazer seu próprio hotel para insetos.
Há vídeos muito interessantes na internet mostrando a melhor maneira de construí-los. Desde os mais simples


 até outros mais elaborados.  



Alguns podem parecer muito rebuscados, mas depois de assistir aos vídeos acima clicando nos links indicados, fica fácil perceber como são feitos. 


Alguns requerem mais destreza com as ferramentas de marcenaria, mas mesmo nunca tendo feito trabalhos assim antes, você conseguirá executá-los, porque o passo a passo é bem fácil de entender. 


Ah! Se você é um educador infantil, que tal pensar num trabalho de conscientização da criançada, ajudando-lhes a refletir sobre a importância do equilíbrio ecológico e ao mesmo tempo treinar suas habilidades de coordenação enquanto dão asas à criatividade construindo seus próprios hotéizinhos para insetos? Não é uma boa ideia?! 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Hotel para Insetos

A primeira vez que vi um Hotel para Insetos exposto para venda numa loja, fiquei pensando que o mundo estava cheio de gente maluca. Mas depois fui ler mais sobre o assunto, e acabei por achar que a ideia realmente faz muito sentido. Veja se você concorda:
Hotel para insetos numa vitrine em Stein am Rhein - Suíça.

Parece que pouca gente se dá conta de que a nossa mania de querer exterminar alguns bichinhos que são chatos de conviver no nosso dia a dia (moscas, formigas, abelhas, etc), mexe com um equilíbrio muito importante na natureza. 
Hotel para insetos numa vitrine em Stein am Rhein - Suíça.

Esses pequenos "incômodos" fazem inclusive o controle de outras pragas nos nossos jardins. Sim, porque para qualquer espécie daninha de inseto, existe uma outra espécie predadora. Por exemplo, se vc tem uma linda avenca e ela está sendo atacada por pulgões, ao invés de colocar inseticida para matá-los, experimente colocar umas joaninhas para passear por ali: elas são as predadoras naturais desses insetos. Assim, além das suas avencas ficarem maravilhosas novamente, ainda vão estar decoradas com coloridas joaninhas. Não é interessante?!

Espaços destinados a cada grupo de insetos num hotel.

Então foi daí que surgiu essa ideia, que nem é assim tão maluca quanto pensávamos. À medida que fomos usando meios pouco naturais de expulsar esses pequenos seres do nosso convívio, fomos percebendo que apesar de lindos, nossos pomares davam poucas frutas (sim, os insetos têm a importante função de polinizar as plantas, principalmente as vespas, abelhas, besouros, moscas, mariposas e as borboletas).  

Se o cruzamento das espécies de plantas se dá principalmente através do transporte do pólem (80%) pelos insetos (além dos pássaros e outros animais), ao erradicarmos os insetos de uma densa floresta, ela fatalmente morrerá. O mesmo ocorrerá com o nosso jardim, horta ou  pomar. 

Quer um pomar com frutas abundantes? Mantenha uma colmeia por perto, ou um "Albergue para as Abelhas", "Pensão do Zangão", ou "Pousada da Abelha Rainha"! (Dá para imaginar um monte de nomes engraçados e sugestivos, não?) As abelhas podem aumentar a produtividade de plantas cultivadas em até 500%! Nada menos que 2/3 da alimentação humana depende, direta ou indiretamente da polinização por insetos.


Por aqui já perceberam a impotância deste equilíbrio natural, e é por isso que começam a surgir por todo lado estes pequenos hotéis de insetos para venda, nos mais inimagináveis trabalhos artesanais, e até arquitetos de verdade têm-se dedicado ao tema. Veja este exemplo, em Paris:

Hotel para insetos dos arquitetos e designers Vaulot e Dyèvre, numa praça do 13° Arrondissement em Paris.

Além de resolver um problema contemporâneo, estes hotéizinhos podem ser uma graça a mais a ser instalada no jardim. Há tantas possibilidades criativas para se construir algo assim...



Sem contar que despertamos a curiosidade das crianças e aproveitamos para dar uma aula de respeito à natureza, conhecimento e interação com o mundo à nossa volta. E aí não há limites para favorecer estas visitas importantes: dá para pensar não só nos insetos, mas também nos pássaros:


Sim, porque outro papel dos insetos está relacionado à sua função intermediária na cadeia alimentar como lixeiros que comem seres em decomposição (lembrem-se que as larvas são filhas de insetos), jardineiros que podam e controlam a superpopulação de plantas, etc, assim como são  comidos por outros animais, principalmente répteis e pássaros. Ou você nunca pensou em trocar um destes comedouros de pássaros



por um outro destes? Ou ter os dois, por que não?

Mas por favor, coloque no nome algo menos mórbido e enganador: coloque logo "Restaurante dos pássaros" - (Insetos, vocês foram avisados!). Ou "Hotel e Restaurante Equilíbrio Natural".

Eu queria terminar este post com um PAP (passo a passo) ou um DIY (Do it Yourself), como queiram, mas já estou a me alongar demais. Então fica aqui prometido que no próximo post eu vou dar dicas de como construir seu próprio Hotel para Insetos. Vale a pena construir o seu, você verá. 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Inspiração


Na semana passada fui a uma exposição que está patente no Museu Bellerive de Zurique que me deixou extremamente inspirada! Adoro quando os promotores de um evento  percebem a diferença entre animação e ação cultural e, ao invés de meramente expor algo, envolvem o público completamente no tema apresentado. De tal modo que você sai de lá com mil ideias novas, pensando nas muitas correlações apresentadas e fazendo mil outras que agora só você é capaz. Aquela sensação de mal poder chegar ao atelier para recomeçar a trabalhar freneticamente! Tem algo melhor?!
A exposição era sobre o trabalho de Alphonse Mucha (1860-1939), artista tcheco que ajudou a imortalizar a imagem de Sarah Bernhardt na Paris efervescente do início do século XX e se tornou num fenômeno do movimento Art Nouveau.
Alphonse Mucha
O trabalho do artista é realmente uma maravilha e poder ver de perto seus originais, estudos, gravuras impressas na época e seu processo de criação realmente foi uma aula de arte sem precedentes.
Alphonse Mucha

Lá estavam os muitos trabalhos gráficos que realizou para diferentes tipos de produto: latas de biscoitos finos, propaganda de papel para cigarro, cartazes de teatro, caixas de sabonete, Carta de vinhos de restaurantes, rótulos de Champagne, bicicletas...

 
Alphonse Mucha

    
Alphonse Mucha     

No entanto, o Museu foi um pouco mais além e apresentou uma mostra de pôsteres, cartazes de espetáculos e capas de discos, em diferentes lugares do mundo e dos mais diversos autores, todos inspirados na obra de Mucha. Outra aula interessantíssima de artes gráficas!

Não bastasse isso, ainda propôs uma viagem pelas revistas de Mangá, para mostrar as referências que os desenhistas atuais vão buscar na sua arte. Também ali no museu ficava uma sala especial com mesas, computadores, vídeos, montes de revistas de Mangá para manusear,  e materiais de desenho para quem se animasse a fazer seus próprios desenhos baseados no estilo do artista.
"Manga",  Caz Lock   

 
           Shoujo Mangá

Art nouveau no Mangá  

 
    Kohime Ohse



Ilustração de Calendário Art Nouveau- 2006,  Chkuyomi      

  

E quando já não se esperava mais nada, o museu ainda falava do flirt existente com o universo da tatuagem e propunha que pessoas entrassem no site para mostrar ou compartilhar suas tatoos relacionadas com o tema.
Uau! Outro universo tentador se revelando perante nossos olhos! 

 
                                   Tatuagens que referenciam a arte de Mucha
                     

Para você que já andava se esquecendo do quanto a arte pode ser divertida, termino este post com o trabalho da artista Hannah Alexander, que é louca por Mucha e se apropria dos personagens das princesas Disney para nos encantar com a a mesma estética criada pelo artista no início do século passado. Confira:


"Innocence" - Hannah Alexander

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Caso de terapia?

Alguém aí pode me dizer se isso é normal?!
Eu agora ando com meu coração aos pulos, porque todos os dias de manhã, quando vou acordar minha filha para ir à escola, deparo-me com esses quadros malucos que ela monta.
Ela escolhe a roupa que vai vestir no dia seguinte e arma tudo de acordo com o que vai trajar: calça, camisa, botas, etc... Uma hora num cabide, outra hora embaixo da cama alta onde dorme.
 Só que eu, desavisada, quando abro a porta e acendo a luz, dou de cara com "essa outra" figura e quase tenho um treco!!!
 Acham bem?! Então coração de mãe é imortal?!!!
Vou mandar essa menina para a terapia! Ou sou eu quem devo ir? Me ajudem com as vossas opiniões, por favor.

domingo, 26 de agosto de 2012

Sentimento de Minas



"Abril chegava, tingindo o céu de azul, de ponta a ponta. As madrugadas aconteciam mais transparentes. O sol, seguindo o desenho das telhas, bordava sinhaninhas no interior da casa."
                                                                                          (Indez -Bartolomeu Campos Queirós).

O lirismo da prosa de Bartolomeu Campos Queirós me comove. Redescubro Minas na pureza de sua escrita simples e sua memória arrojada. Sou toda cumplicidade.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Isaac Cordal

Incrível como a genialidade pode estar as vezes em ideias tão simples.
Depois de ver o trabalho de Isaac Cordal, fiquei com aquela sensação de "como não pensei nisso antes?!" que qualquer pessoa fica diante do óbvio. No entanto, nós mesmos não tínhamos pensado nisso antes. O efeito surge como uma revelação.
Acho uma maravilha como o artista partiu de algo tão cotidiano, tão corriqueiro, tão comum, para expressar sua arte de maneira tão elevada. Quem nunca observou a trama de um simples coador de metal ficar toda amassada e dar a ideia de ondas ou volumes?
Simplesmente ele resolveu jogar com esses volumes e reorganizar ele mesmo a trama:
Um super efeito, não bastasse no próprio objeto, mas também na sombra que provoca. Lindo!
E você? Já tinha pensado nisso antes?

sábado, 9 de junho de 2012

Percepção espacial

Acho que minha filha veio com algum chip de percepção espacial já implantado de fábrica. Não sei bem como é isso, mas vocês com certeza vão poder partilhar as minhas preocupações e quem sabe até sugerir alguma ideia.
Noutro dia, a Carolina ganhou um trampolim (aquelas camas elásticas) de jardim de presente de uma vizinha que não mais o queria. Contudo, começou aí o nosso grande problema: nós não temos jardim! Moramos num apartamento! Onde colocar um trampolim de uns 2 ou 3 metros quadrados? O presente era muito bacana, mas não tínhamos a menor possibilidade de aceitá-lo. Ficamos todos tristes, obviamente, e agradecemos a cortesia. Só que a Carolina não se deu por vencida. Não se conformava em não poder ter aquilo que ela mais queria por pura falta de espaço.
Depois de muito pensar em como nos "dobrar", veio com esse papel, onde tentava provar por A + B que o presente cabia perfeitamente na nossa varanda. Desenhou as cadeiras e mesa que lá temos e reorganizou sua distribuição no espaço para caber o tal trampolim. Vejam:

Bem, talvez vocês achem normal, mas eu não achei nada comum uma garotinha de 7 anos fazer a redistribuição dos móveis numa "planta", com sua disposição no espaço, com setas  indicando para onde teríamos que mover as coisas para caber o novo "bem". 
Fiquei pensando qual seria a origem desse pensamento espacializado... é verdade, a tia Rachel faz umas plantas assim no computador, dos tempos em que ainda cursava arquitetura na Universidade... ela até chegou a ver alguma coisa feita pela tia uma ou duas vezes, se tanto...
Mas enquanto vasculhava a memória para entender de onde podia vir essa herança, ela me aparece com outro desenho, ainda mais grave:
Nesse desenho ela alegou que o avô tinha prometido que faria uma casa na árvore para ela da próxima vez que ela fosse na chácara. Com medo do avô construir uma casa que fosse muito diferente daquela que ela estava pensando, resolveu desenhá-la como deveria ser. Notaram que são várias?! Interligando umas com as outras por passarelas suspensas? Até me lembrei daqueles hotéis para gringos na Amazônia... 
Pela ideia dela, haveria um Clube das Crianças (sim, ela já incluiu logo os primos Fefê e Rafinha, mais a amiga Júlia para serem contemplados com uma casa na árvore na chácara do avô). Vejam que, enquanto os projetos espaciais vão muito bem, o português patina e se mistura com o alemão:
Agora digam se eu mereço: aí ela incluiu todos os rituais que as crianças deveriam fazer como senhas para ter acesso ao clube restrito. As palavras-passe, o local das reuniões, as reverências e... epa... acho que acabei por revelar a parte secreta da coisa!
Melhor sair de fininho... Mas antes disso, me digam se vocês acham que essa menina é normal. Estou com medo dela fazer uma planinha no Excell para dizer os horários que ela poderá executar atividades com a família!