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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Navegar é preciso

Júlia é uma garotinha bem bacana. Uma amiga que minha filha adora! Neste momento, ela deve estar na popa de um grande navio, rumo ao Brasil, procurando avistar algum peixinho interessante no mar. Que grande aventura! Meses antes, ela tinha feito este desenho para me contar como imaginava que seria a viagem.
No céu, um avião da SwissAir cruza os ares, na medida certa para aqueles mais apressadinhos, que não são pacientes o bastante para se permitir tal deleite, apreciando a paisagem. Há ainda umas poucas nuvens esparsas, perdidas num dia ensolarado, sobre a imensidão do oceano.
A mim, só me resta a possibilidade de observar daqui da minha escotilha: vejo-os todos (toda a família da Júlia) se lançando destemidos num futuro prenhe de promessas. A vida tem sido generosa comigo: como é bom ter amigos tão estimados e com quem aprendo tanto. Vitória, vitória, e assim recomeça a história: o desenho foi para a porcelana, virou lembrança da nossa feliz convivência. Qualquer dia a gente se vê. Boa sorte, meus caros!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pierrot

Um dia, quando olhava uma foto que recebi de um amigo querido, a Carolina perguntou admirada:
_ Quem é esse na foto?
_ É meu amigo Lucas.
_ Uau!!! És amiga de um palhaço de verdade?!!!
_ Claro! Esse meu amigo é palhaço há muitos anos... E nós somos amigos há muitos anos também.
E ela, com os olhos muito arregalados, totalmente encantada, insistiu:
_ Mas és amiga do palhaço pessoalmente?!!! Sério?!
_ Então? Não acreditas?! Por que a surpresa?

E com um certo desalento, disse:
_ Meu sonho era ter um amigo palhaço...
_ Ah! Filha... Ainda terás montes de amigos palhaços. Mas vou contar isso ao meu amigo, e tenho certeza que ele vai adorar ser teu amigo também.
E lá foi ela, com aquele arzinho triste de quem acha que qualquer tempo que não seja o "agora-imediatamente" é uma espera longa demais. Ah! As urgências da mocidade...
A foto da historinha acontecida era outra, mais antiga, que não consegui localizar agora. O amigo é o mesmo lindo e querido de sempre que está nas imagens - Lucas Nascimento. Estas fotos maravilhosas são de Aline Paparotto. Bravo, guria!

terça-feira, 27 de abril de 2010

Mais um rastro do caracol

De vez em quando me deparo com mais um rastro deixado por aí... desta vez foi um querido amigo quem guardou durante anos esta singeleza de 1989, desenhado num pedaço de madeira.
E eu já nem me lembrava mais... Se eu virar uma velhota cheia de lacunas na memória, com certeza meus amigos não terão sido os responsáveis! Obrigada, Lucas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Cicatriz

Há quem acredite que a vida não ofereça riscos. E passam incólumes por ela, vivendo suas vidinhas mais ou menos, e vão morrer de velhice, se não morrerem antes de tédio. Outros, encaram a vida como um enorme desafio, e têm que matar um leão por dia para sobreviver.
Tenho as vezes ataques de egoísmo, e queria que meus amigos todos, e todas as pessoas que eu quero bem ou admiro, vivessem a tal vidinha sem graça, mas sem riscos. Só que aí provavelmente não seriam meus amigos, não seriam admirados e a existência não teria qualquer interesse. Talvez eu nem os amasse tanto.
Enquanto penso nisso, ouço a música no rádio de pilhas do meu coração:
Quem quer viver um amor
Mas não quer suas marcas, qualquer cicatriz?
A ilusão do amor não é risco na areia, desenho de giz
Eu sei que vocês vão dizer
Que a questão é querer, desejar, decidir
Aí diz o meu coração:
"Que prazer tem bater, se ela não vai ouvir?"
Aí minha boca me diz:
"Que prazer tem sorrir, se ela não me sorrir também?"
Quem pode querer ser feliz
Se não for por um grande amor?
("Desenho de Giz" - João Bosco e Abel Silva)
Será que não dá para encontrar um equilíbrio nisso tudo? Qual é o segredo de dosar bem as coisas? Como se faz para morrer de velhice depois de uma vida intensa de amores, plena de motivações, rica de aventuras, aprendizados e sentimentos? Enquanto tento aprender sobre o bom senso, pelejo para sobreviver, mantenho o interesse na vida, me disponho a amar e ser amada, me equilibro na corda bamba,... olho meus companheiros. Ok, Drummond: vamos de mãos dadas. A luta pela sobrevivência me comove. A vida segue deixando sua cicatriz...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dudu

Tem pessoas que passam a vida toda a se lastimar. Outras, passam a vida toda a sorrir, distribuir camaradagem e espalhar música. Ficar perto delas e não se deixar contagiar pelo seu alto astral é impossível! Obrigada, Dudu, por nossa amizade de 20 anos e por ter enchido a minha vida de alegria. Dançar contigo era só felicidade. Cantar, a mais pura harmonia. Rir e jogar conversa fora, era desafiar a mesmice da vida. Como foi fácil gostar de você! Dudu. Sempre no meu coração.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bolo de aniversário

Meu amigo Lucas me pediu que lhe mandasse um pedaço do bolo de aniversário via blog. Então aí vai: Um bolo para quem acha essa vida a maior viagem! Espero que gostem!

Colibri

Hoje amanheci mais velha. Qual a sensação? Não muito diferente de todos os outros dias, afinal, todos os dias eu acordo um pouco mais velha. E assim a vida passa. E nem sempre a caravana ladra. Entretanto, também acordei naturalmente mais reflexiva. E veio-me à mente aquela letra do Chico:

Não. Não sei se é um truque banal
Se um invisível cordão
Sustenta a vida real

Cordas de uma orquestra
Sombras de um artista
E as bailarinas no grande final

Chove tanta flor
Que sem refletir
Um ardoroso espectador

Vira colibri.

Qual! Não sei se é nova ilusão
Se após o salto mortal
Existe outra encarnação

Membros de um elenco
Malas de um destino
Partes de uma orquestra
Duas meninas no imenso vagão

Negro refletor
Flores de organdi
E o grito do homem voador
Ao cair em si.

Não. Não sei se é vida real
O invisível cordão
Após o salto mortal.


(Chico Buarque e Edu Lobo - O Grande Circo Místico)

Aos 46 anos, tenho consciência de que hoje me doem um pouco mais os ombros. Mas está bem: ontem me doíam as pernas... Assim vou levando a vida, para que a vida não me leve - como prefere o Zeca. Não ainda. Porque quando tanta gente que eu gosto deixa aqui um recadinho, ou liga para me lembrar que continuam de olho na contagem do tempo, eu decido logo: preciso dar continuidade aos meus projetos. Desde os mais banais (como manter minha casa funcional, limpa e aconchegante - é, estou falando de lavar, passar, cozinhar e decorar, sim); passando pelos mais prazeirosos (como continuar mantendo este blog ativo); tratando dos mais úteis (como concluir o livro que estou fazendo junto com um amigo para o centenário de Noel Rosa, com arranjos para coro das suas músicas); assumindo os trabalhos incontornáveis (continuar minhas edições musicológicas); não esquecendo os indispensáveis (como regar os vasos dos amores que tenho plantado vida afora); até aos mais nobres (assumir a educação de um outro ser humano, dar-lhe suporte, ensinar valores, responsabilidades, mostrar-lhe o caminho da felicidade e da diversão conjunta); e para não dizer que não falei das flores, cultivar sempre os amigos (propiciar novos encontros, acarinhar os antigos, zelar daqueles de sempre). Porque se as vezes eu me sinto atarantada e ansiosa com tantos pratos para manter sempre girando...

Por outro, eu me sinto como o espectador do grande circo: não quero adiar nada para outra encarnação, que eu nem sei se há. Aos 46, ainda sinto-me tão encantada com a magia da vida que, se não botar tino na coisa, sou capaz de virar colibri!

domingo, 27 de dezembro de 2009

Parceria

Às vezes, no meio de 100 vozes, você encontra amigos para a vida inteira. Pode ser que nunca mais dividam o mesmo palco, nunca mais se cruzem pela vida, mas fica aquela certeza de que alguém de quem você sempre gostará, toca seu barco algures. A amizade é assim... gratuita, brota de uma empatia natural, sem precisar muitos porquês. E quando a isso se soma aquela parceria que só pessoas que enfrentam o mesmo desafio e se safam, obtendo grande prazer e sucesso, então... bem... isso é algo que de fato será para sempre. Essa pessoa que carrego no pensamento é a Manuela, que aparece na foto numa de nossas muitas viagens com o Lisboa Cantat. Foi em 2001, em Coimbra e, como podem ver, o alemão já me perseguia há muito. Cantamos Ein deutsches Requiem, de Brahms, com a Orquestra Filarmônica de Timisoara, da Romênia. Sendo assim, Manuela, venha a obra que vier, conte comigo: na hora da fuga, eu fujo contigo!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Decoração natalina

E você? Já fez a sua árvore de Natal? Não?
Ora... anime-se! Se não anda assim com tanta disposição, chame sua melhor amiga. As amigas sempre têm um jeitinho especial para nos ajudar nestas horas.
Tá vendo como não foi difícil?
E agora a casa ficou com um toque todo especial. Dever cumprido, então é hora de esperar uma boa safra de presentes. O bom velhinho não resiste ao apelo de uma casinha toda decorada...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Retrato em P&B

Eles eram um bando de magrelas. E o tio Cesar ainda tinha cabelos!E o João Calaça?! Já tinha cara de ídolo!
O Dudu nem bebia cerveja: acho que era de menor! Olha só a esbelteza...
Depois dizem que o tempo sabe passar e eu não sei: mentira!
Fiquei foi passada com essa foto! ha ha ha ha ha

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Fechado para obras

Eu não digo que meus amigos são todos umas figuras?! Esse um aí acima, fechou para obras há 4 anos! Cansou-se de não entender os outros, matriculou-se num curso de Psicologia e só reabre quando concluir os estudos. Agora, com o suporte de Freud, Lacan, Moreno, Jung e todo o olimpo, acho que vou vê-lo novamente. Deixa disso, Osvaldo! 'mbora de novo para Ouro Preto, que "na estrada de Santos você vai me conhecer"!

domingo, 30 de agosto de 2009

Amiga

Hoje acordei com imensas saudades dessa danadinha. Onde será que anda a Marly? A Carolina disse que nós não podemos ser amigas, já que ela não é do meu tamanho. Ha ha ha ha... Acho que ela queria dizer que a Marly tinha que ser amiga DELA. Tem base?!

sábado, 15 de agosto de 2009

Parque dos Dinossauros

Como tem gente ficando muito mais velha do que eu, resolvi abrir meu saco de maldades: sim, a figura mais elegante da Câmara Municipal de Uberlândia já amanheceu um dia no Parque dos Dinossauros. (Puxa! Ela não vai me perdoar essa.)
Cuidado! Eu sou ladina e perigosa! Seus momentos de fraqueza poderão vir à tona se vc tem uma amiga como eu! Feliz aniversário, Don'Ana!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Selinho de qualidade

É claro que se este beijo tivesse sido dado na perua loura montada abaixo, nós poderíamos reclamar a invenção do famoso selinho da Hebe. Mas não: ninguém nunca me viu aos selos com essa deslumbrada, ninguém sabe quem ela é, ela nem tem um programa de auditório com sofá, mas ouvi dizer que mudou-se para Floripa. hehehehehe Fica sendo um segredo nosso, ok?
Este blog tem selo de qualidade!!!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Abertura de exposição

Afinal, quem é que quer amigos normais?! Qual é a graça disso?! Só lamento a foto ser P&B: assim não dá para perceber o pelo do cãozinho tingido de rosa pink, combinando com o cabelo da dona. ehehhehehe Bons tempos de Public Bar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Sim, eu sou amiga de um desenho animado

Tio Hélio e Tia Még, num clic do incomparável Eugénio Paccelli
Se criassem a comunidade "Sim, eu sou amiga de um desenho animado", eu seria obrigada a participar. Olha esse tipo aí (Na verdade são tipos, cada um mais figura do que o outro):
Há quem diga que ele é sério; há quem diga que ela é professora... tem base (como diria o povo de Araguari) ?! O tio Hélio (rapaz... ele vai me matar!) é essa figura sui generis que vocês podem observar ao centro da foto. Posso dar-lhes o meu testemunho de que mais ninguém no mundo seria capaz de viver a história que passo a narrar. Um dia, dando aulas para crianças de 4 a 6 anos numa escola bacana, um garotinho começou a fazer tudo nas calças e pediu para o tio Hélio levá-lo ao banheiro. Tio Hélio me dizia: "Já pensou?! Coloquei o garotinho sozinho dentro do reservado no WC, fechei a porta e disse a ele bem alto, do lado de fora: quando acabar, pega um pouco de papel higiênico e limpa tudinho". O garotinho, depois de muito espreme, espreme, cantava "Tio Hélio, me limpaaaaaa?", "Tio Hélio, me limpaaaaaa?". hahahahhahahah E o Tio Hélio, aflito, mais tarde me confidenciava: "Já pensou?! Nesses tempos em que tudo vira pedofilia, EU? E-U-Z-I-N-H-O ia lá limpar o bumbum daquele menininho fofinho, lindinho, branquinho?! EU? Justo eu?! Iam dizer que o professor negão..." hahahahahhaha Nunca vi ninguém tão apurado numa situação tão banal... É por isso que ele vai me matar. E é por isso que eu não me canso de rir dessa cena. E grito bem alto: "Tio Hélio, me limpaaaaaaaaa!!"

domingo, 2 de agosto de 2009

Encontrando meu próprio rastro

Eu ainda me espanto quando encontro meu caminho desenhado vida afora... Agora mesmo me surpreendi ao achar na net essa antiquíssima aquarela (ou seria ecoline? década de 80?) que dei ao meu amigo Carlos Perez. Era uma espécie de reconhecimento pelo seu grande talento de violoncelista. E que tardes de estudo maravilhosas passávamos naquela época, fazendo exercícios para 2 cellos! Claro, isso foi no início dos tempos, quando ele ainda dominava o mínimo do que sabe hoje sobre esse instrumento, e eu sabia o máximo que consegui aprender praticando-o. Bons tempos! Mais tarde, O Violoncelista entrou no encarte de um de seus muitos CDs gravados. Hoje paira por aí na net, num blog, sei lá... não entendi bem.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Amizade que não morre

Então veja se a vida não avança em elipses: enquanto eu escrevia o último post, sobre Ouro Preto, Lobo de Mesquita e abril de 1999, não é que eu recebo um mail de um grande amigo, triste com a morte de seu cão... ele escreveu o texto abaixo que eu lhe pedi para publicar aqui no blog. E dizem que coincidências não existem...

"Partiu o meu grande e querido
amigo!...

A saudade que me invade fica sem
explicação, pois sua presença é tão marcante que é como se ainda estivesse
aqui.

Você partiu meu caro amigo de 10 anos de
convivência, de traquinagem, de alegrias, amor, companheirismo, neste dia 17 de
julho que nunca há de ser esquecido, pois amigos como você é impossível de
esquecer... Ficará uma lacuna nos dias que virão sem a sua
presença...

LOBO DE MESQUITA... lembro como se fora
hoje, uma grande amiga, Rejane Paiva, em sua casa, me ofereceu você e perguntou
que nome te daria... e eu disse, será Lobo. então ela pediu que fosse o nome de
um grande maestro da música erudita brasileira - Lobo de Mesquita - e assim
foi... 1999, 30 de abril. Saí com você no colo, parecia um pompom gigante
aninhado em meus braços, e de lá prá cá, só alegria... às vezes algumas
briguinhas, por que não? Grandes amigos também têm seus momentos de pingos nos
"is".

E hoje, após essa longa data, me vejo sem
chão prá pisar, me vejo sem ter o que pensar e só lágrimas me vêm aos olhos e no
coração. Como suportarei sem você? Meu grande amigo Lobão, que carinhosamente
chamava de "negão", "filhão", e outras expressões, para demonstrar meu
carinho e nossa amizade...

Não terei mais, pelas manhãs, todas sem
exceção, sua carinha marota a me espreitar, solicitando um carinho, uma voltinha
pela rua, para os seus xixis matinais, e o seu prato de ração que você comia com
tanta parcimônia, sempre deixando um pouquinho prá comer, quando eu chegasse da
rua...

Ah! meu querido, quantas saudades você vai
deixar por estas bandas!

Vai, meu filho, que adotei com tão tenra
idade e hoje vejo partir...

Você sempre será um ponto de luz a brilhar
em cada cantinho em que você pisou, mijou, fez cocô, marcando seu eterno
território, neste local em que vivemos tantas coisas juntos, e que com certeza,
nenhum outro saberá, jamais, substituir.

Saudades!... Saudades!... Saudades!...
Eternas... meu "negão" querido!

Deste que sempre te amará!... Lucas... hoje... "

Um grande reencontro após 25 anos!

Mariáguida e eu.
No ano passado estive em Brasília, depois de muitos e muitos anos. E foi fantástico reencontrar duas amigas do tempo de república: Mariáguida e Lili. Moramos juntas quando eu fazia UFU em 1982. Há 25 anos atrás!!! Uau! É um luxo poder retomar amizades de tanto tempo que sempre estiveram tão presentes em minha vida.

Lili e Mariáguida.