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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Inspiração


Na semana passada fui a uma exposição que está patente no Museu Bellerive de Zurique que me deixou extremamente inspirada! Adoro quando os promotores de um evento  percebem a diferença entre animação e ação cultural e, ao invés de meramente expor algo, envolvem o público completamente no tema apresentado. De tal modo que você sai de lá com mil ideias novas, pensando nas muitas correlações apresentadas e fazendo mil outras que agora só você é capaz. Aquela sensação de mal poder chegar ao atelier para recomeçar a trabalhar freneticamente! Tem algo melhor?!
A exposição era sobre o trabalho de Alphonse Mucha (1860-1939), artista tcheco que ajudou a imortalizar a imagem de Sarah Bernhardt na Paris efervescente do início do século XX e se tornou num fenômeno do movimento Art Nouveau.
Alphonse Mucha
O trabalho do artista é realmente uma maravilha e poder ver de perto seus originais, estudos, gravuras impressas na época e seu processo de criação realmente foi uma aula de arte sem precedentes.
Alphonse Mucha

Lá estavam os muitos trabalhos gráficos que realizou para diferentes tipos de produto: latas de biscoitos finos, propaganda de papel para cigarro, cartazes de teatro, caixas de sabonete, Carta de vinhos de restaurantes, rótulos de Champagne, bicicletas...

 
Alphonse Mucha

    
Alphonse Mucha     

No entanto, o Museu foi um pouco mais além e apresentou uma mostra de pôsteres, cartazes de espetáculos e capas de discos, em diferentes lugares do mundo e dos mais diversos autores, todos inspirados na obra de Mucha. Outra aula interessantíssima de artes gráficas!

Não bastasse isso, ainda propôs uma viagem pelas revistas de Mangá, para mostrar as referências que os desenhistas atuais vão buscar na sua arte. Também ali no museu ficava uma sala especial com mesas, computadores, vídeos, montes de revistas de Mangá para manusear,  e materiais de desenho para quem se animasse a fazer seus próprios desenhos baseados no estilo do artista.
"Manga",  Caz Lock   

 
           Shoujo Mangá

Art nouveau no Mangá  

 
    Kohime Ohse



Ilustração de Calendário Art Nouveau- 2006,  Chkuyomi      

  

E quando já não se esperava mais nada, o museu ainda falava do flirt existente com o universo da tatuagem e propunha que pessoas entrassem no site para mostrar ou compartilhar suas tatoos relacionadas com o tema.
Uau! Outro universo tentador se revelando perante nossos olhos! 

 
                                   Tatuagens que referenciam a arte de Mucha
                     

Para você que já andava se esquecendo do quanto a arte pode ser divertida, termino este post com o trabalho da artista Hannah Alexander, que é louca por Mucha e se apropria dos personagens das princesas Disney para nos encantar com a a mesma estética criada pelo artista no início do século passado. Confira:


"Innocence" - Hannah Alexander

terça-feira, 12 de junho de 2012

Isaac Cordal

Incrível como a genialidade pode estar as vezes em ideias tão simples.
Depois de ver o trabalho de Isaac Cordal, fiquei com aquela sensação de "como não pensei nisso antes?!" que qualquer pessoa fica diante do óbvio. No entanto, nós mesmos não tínhamos pensado nisso antes. O efeito surge como uma revelação.
Acho uma maravilha como o artista partiu de algo tão cotidiano, tão corriqueiro, tão comum, para expressar sua arte de maneira tão elevada. Quem nunca observou a trama de um simples coador de metal ficar toda amassada e dar a ideia de ondas ou volumes?
Simplesmente ele resolveu jogar com esses volumes e reorganizar ele mesmo a trama:
Um super efeito, não bastasse no próprio objeto, mas também na sombra que provoca. Lindo!
E você? Já tinha pensado nisso antes?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

CERRADO

Cerrado 1, Aquarela, Rejane Paiva, 1996.
«Se o senhor me for louvado
Eu vou voltar pro meu serrado
Por ali ficou
Quem temperou o meu amor
E semeou em mim essa incrível saudade
Se é por vontade de Deus, valeu, valeu.

Se pedir a Deus pelo meu prazer
Não for pecado
Vou rezar pra quando eu voltar rever
Todas as brincadeiras do passado
Cortejar meu serrado
E em dia feriado
Viva o cordão azul e encarnado!

Eu sei, serei feliz de novo
Meu povo, deixa eu chorar com você.»
                                              (Serrado - Djavan - 1978.)

Mantive na citação a grafia de serrado com S do Djavan, tal qual foi registrado no encarte dos discos, por não saber se tratava-se de um local de serra (?), com nome próprio, ou algo assim. Teria que ter letra maiúscula, não é? Tudo certo. Até porque, artistas do naipe dele, nunca erram: fazem uma licença poética. Mas quando ouço a música, eu me lembro é do meu cerrado, e estou a falar do Bioma onde nasci. E a verdade é que Djavan também veio da região do cerrado de Maceió, nas Alagoas. E viva o Congado! Viva o cordão azul e encarnado! Matei as saudades do meu Triângulo Mineiro e como foi bom!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Máquina de costura

Você é daquelas pessoas que acha que uma máquina de costura serve apenas para embanhar lençóis, fazer vestidos, ou pontos decorativos?
Então que tal conhecer o trabalho de Miyuki Sakai, do Japão?
Objetos do dia a dia, material de cozinha, escritório e até jardim. Tudo na ótica de quem consegue ver múltiplas possibilidades numa simples máquina de costura.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ouro sobre vinho

Já viram algo tão detalhado assim? Eu nem sei bem o que é isso... afresco? Parece, mas não sei dizer com certeza... tudo tão preservado, tão cuidado,... é mesmo um brinde aos olhos!
Este prédio fica no centro de Mulhouse, na região da Alsácia, na França. A cidade já foi alemã, depois passou aos franceses. Construído em torno de 1550, por aí... Nós ainda estávamos a ser descobertos, ou achados, como queiram...
Aqui um outro ângulo. Tudo tão simétrico, arrumadinho, equilibrado...
De uma época em que ainda se cuidava de cada detalhe da construção... havia tempo! (E dinheiro, é claro).
Quando uma coisa é uma combinação muito perfeita, os portugueses dizem "Isso é ouro sobre azul". E o que dizer do ouro sobre vinho/grená/magenta?! Uau!
E aqui o entorno, na praça central, de frente da igreja:
Da próxima vez que for apreciar um bom vinho rosé gelado, lembre-se da Alsácia. Agende uma viagem para conhecer essa simpatia que é Mulhouse.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Volta aos desenhos da Carocha

Como eu não tenho postado desenhos da Carolina ultimamente, muita gente pode estar pensando que aquela caneta nervosa sossegou. Tsé, tsé, tsé... nada disso! Ela continua desenhando como nunca! Eu é que não tenho tido tempo de scannear tudo e postar. Duvida? Então veja esse novo desenho e diga lá se você reconhece o tipo representado:
Ainda não sabe quem é? Talvez dentro do grupo dê para perceber melhor de quem se trata:
Nada ainda?!!! Ela até me fez escrever o nome deles por cima! (Desculpe aí o nome do terceiro, mas eu nem tenho ideia de como ele se chama. Escrevi o que ela falou.)
Ai, ai, ai... vê-se que você não tem acompanhado os filmes no cinema ultimamente!... Não reconhece Os Pinguins de Madagascar?!!!!
Bom, então nem mesmo desenhos animados na TV você assiste. Sério. Diz aí se não são eles mesmos... Ela não desenhou direitinho?!
Ainda não reconhece?!!!!! Quem sabe então por este ângulo:
Hahahahahah Eu sabia que agora você iria reconhecer!!!

sábado, 3 de abril de 2010

Tapete de serragem

E foi assim que cheguei à conclusão de que já estava na hora de ter o nosso próprio tapete. O espetáculo era Passos das Paixões. Não a paixão de Cristo, mas as paixões humanas.
No tapete, não os símbolos da igreja, mas a simbologia dos amores: dois corações, flores, a lua e a estrela...
Ah! Se esta rua fosse minha!... Eu mandava, eu mandava ladrilhar. Mandava nada: mandava era estender um tapete de serragem colorida, que mineiros de fé inabalável vararam dias recolhendo, tingindo, secando, armazenando...
O local escolhido? Igrejinha de Santa Rita, já então transformada em Museu de Arte Sacra de Uberaba.
Afinal, cada um sabe qual é a cruz que carrega, não?
As canções? Todas aquelas em que o amor brotasse por entre as colcheias...
Era um fim de tarde especial. O trabalho conjunto preparava o espírito para o que vinha no espetáculo da noite. Ali fizemos nossa concentração.
Tudo o que queríamos, era que o público percebesse que fizemos todo aquele tapete para recebê-los. Depois de adentrar o recinto, o tapete iria aos poucos sendo desfeito, porque lá dentro seria encenada cada uma das estações do amor. Cada qual com seu sentimento inerente: a surpresa da descoberta, a sensação de estar no céu, a perda, a separação, a saudade...
O tapete de Passos das Paixões foi mais uma obra do efêmero em nossas vidas. Mas foi inesquecível!
Alôôô! Alguém viu algum mineiro com chapéu de luz trabalhando?! Que ideia fazem de nós!
Então depois eu conto qual foi a cara dos funcionários da limpeza quando chegaram para trabalhar no Museu no outro dia... ahahhahaha Mentira! Porque à noite, para expiar nossos pecados, estivemos a limpar tudinho, tudinho. Na MESMA NOITE, após a saída do público. Como se não fosse suficiente toda a produção até ali! E devo dizer que, para mal dos negócios, um público nunca demorou tanto a sair da cena do crime! Tivemos até que colocar as vassouras atrás da porta!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

WWW

Preparem-se! Ao contrário do Brasil, onde o ano só começa depois do Carnaval, o ano aqui já começou! Atenção, porque as postagens regulares estão de volta! E que tal me ajudar com as teias de aranha? Vamos começar por estas aqui? Uma perfeita www (World Wide Web), criada por Shane Waltener.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

A nova autora de tirinhas

Tenho lido as historinhas do Calvin para a Carolina. Ela adora! E eu também. ;-) Ontem decidiu escrever ela própria umas novas historinhas do Calvin. Disse que ia fazer um livro. Uau! Sentou-se e logo depois me chamou para ver a capa:
Segundo ela, o nome da história é «Calvin, Haroldo e o Bicho Papão».
_ Calvin, Haroldo e o Bicho Papão?
_ Não, mãe, tem que dizer assim: Calvin, Haroldo e o (grunhindo ameaçadoramente) Biiicho Papãããoooooo grrrrrrrrrrr...
Então tá. louca esperando os próximos desenhos!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Os brinquedos do Natal

A Carocha veio me mostrar o desenho que tinha feito na própria mão: _ Gostas? Sabes o que é isso?...
_ Hummm... uma criança.
_ Sim, uma criança com as mãos assim, no queixo:

_ Ah! Tá perfeito! Ela tá mesmo com as mãos no queixo.

_ Sabes o que ela está a pensar?

_ Não. O quê?

_ Ela está a pensar em qual presente vai pedir ao Pai Natal.

_ Bem me parecia...