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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Stein am Rhein

Se eu morasse nessa casa, eu ia preferir ficar do lado de fora, só para contemplá-la. Claro, isso porque eu não conheço o lado de dentro. Minha imaginação se encarrega de criar a decoração à altura. Onde fica essa beldade? No centro da vila de Stein am Rhein, uma belezura suíça às margens do Reno.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Casa

Finalmente encontrei minha casa! Não é perfeita para um caracol?!

domingo, 29 de agosto de 2010

Olhando mais de perto

Não vou negar que o motivo que me levou à Engiadina foi poder ver de perto a técnica do esgrafito. Como alguém pode ficar tão encantado assim por algo?!
Resolvi ver ao pormenor, olhar bem de perto, passar a mão... sabe como? E quanto mais próximo eu chegava, mais me apaixonava. A técnica é simples por demais. Aliás, as grandes ideias quase sempre são as mais singelas. Veja estas janelas:De perto, podemos observar como o trabalho é feito:
O baixo relevo é alcançado com o reboco ainda úmido. Cava-se ou raspa-se a camada à volta do desenho e a parte mais alta pode estar já previamente caiada e ainda úmida ou pinta-se com um rolo depois de seco, ou mesmo nas manutenções da pintura.
O efeito é surpreendente! Olhando-se o conjunto de longe, não se tem muita ideia de como os arabescos vão se formando.
Também dá para perceber que há várias maneiras de se conseguir o resultado. Como qualquer técnica duradoura que vai se adaptando e evoluindo ao longo do tempo.

E claro: como em todo métier, há bons e maus profissionais. Basta uma rápida olhada nos detalhes abaixo, para se verificar logo as diferenças:



Então? Que tal os detalhes do esgrafito? Eu, pelo menos, matei a minha curiosidade. E já ando aqui com ideias na cabeça...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Devagar as janelas olham

Continuando o passeio pela Engiadina, observem estas outras janelas:
Janela adornada com esgrafito e floreira.
Janelas adornadas com moldura em esgrafito e crochê no lado interno.
Janela adornada com esgrafito e rede filet no lado interno.
Janela adornada com esgrafito e floreira.
Janela com floreira e crochê no lado interno.
Janela adornada internamente com renda filet e renda de 5 agulhas (tricô) ou crochê.
Janela adornada com esgrafito e floreira.
Janelas adornada com pintura e rede filet no lado interno.

Esta última foto tem ainda um bônus: dois óculos encimando todo o conjunto. Não é lindo?!
Fala sério: depois de ver todas estas janelas maravilhosas, você ainda terá coragem de deixar a sua casa com aquele enorme vitraux com uma cortininha de plástico pelo lado de dentro? Ou aqueles estores padronizados e encardidos com cortinas desbotadas que já viram tempos melhores? Vamos! Arregace as mangas, ponha sua criatividade para trabalhar e mãos a obra! O mundo merece contemplar o belo.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Devagar as janelas olham

Os caracóis as vezes precisam sair pelo mundo para ter momentos de pura contemplação. E foi assim que saí pela região da Engiadina, no lado suíço mais próximo à fronteira italiana, onde se fala uma língua que até Deus duvida: reto-romano. É uma língua remota, derivada do latim. Então Deus pode até duvidar, mas acho que entende bem.
Claro. Vocês já estão a perceber o motivo de ter escolhido essa região: por causa do sgrafito, do qual eu tratei noutras postagens anteriores. O esgrafito vai merecer algumas novas postagens especiais, mas antes, eu não poderia deixar de lhes mostrar o quanto as janelas da Engiadina, por si só, já valem uma viagem por aquela região dos Alpes. Vejam vocês mesmos e tirem suas conclusões:

Janela adornada com esgrafito.

Adornos em esgrafito e rede filet no lado interno.

Detalhe da "perspectiva" - a janela é recuada numa parede muito espessa.


Jardineira com Cravíneas na janela.

Par de janelas com esgrafito à volta.

Bem, essa janela eu nem me atrevo a colocar uma legenda. Parece um balcão que avança, no entanto, a parte de cima é cavada... sei lá que lindeza é essa! É tripartida, com vidros dispostos em ângulo. Disso tudo, eu só entendi a ornamentação em esgrafito. Caramba! Vou ter que estudar arquitetura!

Janela com folhas ornadas por pintura em madeira e floreira.

Janela com floreira e moldura pintada.

Gostaram?! Dizem que as janelas são os olhos da arquitetura. Eu não sei, mas descobri que além de podermos contemplar através delas, contemplá-las simplesmente já é uma grande viagem. Tem mais. Depois eu posto.

sábado, 24 de julho de 2010

Criatividade

Há quem pense que para fazer coisas criativas e bonitas, é preciso muito dinheiro...
Pois a criatividade reside até nas coisas mais simples, daquelas que estão sempre à mão. Ou aos pés, como queiram. Senão, vejam este piso todo trabalhado, no espaço interno de uma habitação:
Precisa mais?! Até numa maloca de chão batido dá para inventar isso, não?
E se lhe serve de consolo, por acaso este piso não é duma saudosa maloca qualquer: é o pátio interno do Castelo de Gruyère... Então? Não quer tentar algo assim no seu puxadinho? Ficaria uma belezura!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Ouro sobre vinho

Já viram algo tão detalhado assim? Eu nem sei bem o que é isso... afresco? Parece, mas não sei dizer com certeza... tudo tão preservado, tão cuidado,... é mesmo um brinde aos olhos!
Este prédio fica no centro de Mulhouse, na região da Alsácia, na França. A cidade já foi alemã, depois passou aos franceses. Construído em torno de 1550, por aí... Nós ainda estávamos a ser descobertos, ou achados, como queiram...
Aqui um outro ângulo. Tudo tão simétrico, arrumadinho, equilibrado...
De uma época em que ainda se cuidava de cada detalhe da construção... havia tempo! (E dinheiro, é claro).
Quando uma coisa é uma combinação muito perfeita, os portugueses dizem "Isso é ouro sobre azul". E o que dizer do ouro sobre vinho/grená/magenta?! Uau!
E aqui o entorno, na praça central, de frente da igreja:
Da próxima vez que for apreciar um bom vinho rosé gelado, lembre-se da Alsácia. Agende uma viagem para conhecer essa simpatia que é Mulhouse.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Fachada

Essa vai para o Dimas: quando passei pela Universidade de Zürich, não resisti e fiz a foto desta fachada. Pensei a princípio se tratar de esgrafito da maior qualidade. Ruim mesmo era a fotógrafa e o equipamento: a câmara do telefone, que não dava para mais. Mas ainda hei de lá voltar e fazer outras, com uma máquina fotográfica que valha a pena, para que todos vocês possam se deliciar.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A pergunta que não quer calar

Já estão me acusando de ter as mesmas dúvidas desde o período jurássico. Lamento informar que não são as únicas. Há outras bem mais antigas. Sim, nesse sentido, eu sou uma ruminante. Fernando Pessoa dizia: "Sou um guardador de rebanhos/ E o rebanho é os meus pensamentos". O meu caso é diferente. Eu não guardo nada: eu rumino. Não os meus pensamentos, mas as minhas dúvidas. E uma antiga dúvida atroz foi solucionada na semana passada, quando eu li o portal SwissInfo. Veja lá se você sabe o nome disso:
Hummm.... aposto que, como eu, também dizia "aqueles desenhos na parede". Eu já vi esses grafismos em muitos lugares: Portugal, Itália,... e aqui na Suíça aos montes. Mas não fazia ideia de como se chamavam. Parece afresco, porque esse efeito se consegue com uma espécie de relevo no estuque. Se clicar em qualquer destas fotos dá para ver tudo em detalhe.Alguém já descobriu o que é? É o chamado ESGRAFITO. Esta técnica vem da Itália, século XV. Teve origem no afresco árabe. Daí se esparramou um pouco por toda a Europa. Em Évora, Portugal, tem inúmeros, e eram usados na decoração de igrejas, altares e espaços conventuais. Há no Palácio da Inquisição, em frente da Sé, e mesmo em casas comuns. Era uma técnica barata, que aos poucos foi sendo substituída nos espaços eruditos e religiosos pela pintura mural e pela talha dourada. No Alentejo dominam o alto das fachadas, o contorno das janelas, as chaminés... E aqui na Suíça, cansei de ver. Só que eu não sabia o nome. Na matéria do SwissInfo dizem que o ninho do esgrafito suíço é Engadina. Me deu uma vontade doida de conhecer. Essas fotos são de lá, e estavam publicadas no portal.
A definição mais clara que consegui sobre a técnica, diz que é colocada uma camada de estuque, e depois recoberto por outra camada de cor diferente ou contrastante. Daí essa primeira camada é raspada em alguns locais específicos e, à medida que a cor debaixo reaparece, forma ornamentos, grafismos, ou desenhos.
Veja se não é uma ideia simples que dá um efeito lindo:

Então eu me lembro sabe de que? Do tanto de casas caiadas no Brasil, do tanto de moradias só no reboco, tantas lajes e puxadinhos nas favelas... Isso é uma coisa que dá para fazer perfeitamente sem precisar muito lero lero. Basta criatividade (e isso o brasileiro tem de sobra), o reboco de sempre (verdade que muitos não têm nem isso) e pó xadrez ou cal. Já imaginou?

Anota aí o nome da coisa:

ESGRAFITO

E foi assim que eu aprendi mais uma coisa bacana e acabei com mais uma das minhas dúvidas infinitas.

Outras rendas

E esse outro elemento decorativo que fica por baixo dos telhados? Você sabe como se chama? Ah-há! Esse eu descobri: chama-se lambrequim.
Que nome, heim?! Lambrequim parece uma pequena lambreca que fizeram... Mas não é nada disso:
Os lambrequins são elementos decorativos em madeira que servem de arremate para os telhados. Além da função de pingadeiras, também protegem o beiral. O design dá um certo ar de arrojo na arquitetura. Não é um charme?
Pode-se encontrar muita coisa sobre os lambrequins aqui neste site. Foi lá que eu busquei estas informações. Mas o redilhado que fica no alto do telhado... ninguém arrisca um palpite? Não posso passar a vida sem saber como se chama aquilo!

quinta-feira, 4 de março de 2010

Mais rendas

Estação do Rossio - Lisboa - Portugal
E esse outro rendilhado no alto do telhado? É a mesma coisa? Tem o mesmo nome?
Ao invés de utilizar o ferro, como no post anterior, são feitos em cantaria. Eu preciso saber o nome dessa lindura.
Mosteiro da Batalha - Portugal
Mosteiro da Batalha - Portugal
PLATIBANDA PLATIBANDA PLATIBANDA
PLATIBANDA
Obrigada, Adriana!!! Uma dúvida a menos na face da terra!