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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Navegar é preciso

Júlia é uma garotinha bem bacana. Uma amiga que minha filha adora! Neste momento, ela deve estar na popa de um grande navio, rumo ao Brasil, procurando avistar algum peixinho interessante no mar. Que grande aventura! Meses antes, ela tinha feito este desenho para me contar como imaginava que seria a viagem.
No céu, um avião da SwissAir cruza os ares, na medida certa para aqueles mais apressadinhos, que não são pacientes o bastante para se permitir tal deleite, apreciando a paisagem. Há ainda umas poucas nuvens esparsas, perdidas num dia ensolarado, sobre a imensidão do oceano.
A mim, só me resta a possibilidade de observar daqui da minha escotilha: vejo-os todos (toda a família da Júlia) se lançando destemidos num futuro prenhe de promessas. A vida tem sido generosa comigo: como é bom ter amigos tão estimados e com quem aprendo tanto. Vitória, vitória, e assim recomeça a história: o desenho foi para a porcelana, virou lembrança da nossa feliz convivência. Qualquer dia a gente se vê. Boa sorte, meus caros!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Suspense

Há uma emoção que é indescritível para quem nunca teve a oportunidade de fazer cerâmica, pintura em porcelana e afins: O suspense na hora de abrir o forno.
É lógico que quanto maior o domínio da técnica, mais nos aproximamos do resultado previsto. Mas no caso da pintura em porcelana, há sempre uma grande espectativa para ver como o lustre reagiu, como as cores fixaram-se na superfície vidrada, ou se o acréscimo de diferentes detalhes de relevos e efeitos  resultou bem...

Se não, temos que nos armar de paciência e retomar o trabalho novamente, até se obter o que buscamos. Ai, que friozinho na barriga...  Adoro isso!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Boda

«La Boda del Tío Raphael y Tía Susana»
Em fevereiro, quando o tio Rapha se casou, a Carolina fez um desenho muito interessante para levar de presente aos tios. Nele, ela transpôs para o papel como imaginou que seria a festa: ela de saltos altos e vestido branco de dama de honra, levando as alianças. A noiva com seu véu e o buquê de flores na mão, e o tio Rapha de gravata, altíssimo aos olhos de uma menininha de 6 anos.
Achei o resultado tão bacana que resolvi perpetuá-lo na porcelana, para que a prenda pudesse ser conservada ao longo dos anos e o momento ficasse registrado para a posteridade.
Assim, passei o desenho para a peça, tendo a preocupação de interferir o mínimo possível nos traços da Carolina.
Acrescentei uma "moldura" de arabescos no mesmo azul do desenho e um fundo com lustre também azulado. Antes da queima o lustre parece castanho como podem ver na foto:

Depois da segunda queima, surge sua cor azul definitiva e eu ainda juntei-lhe lustre madrepérola.

 Finalmente pintei os detalhes em ouro no buquê, nas alianças, e no arroz que caía...


Agora comparem com a foto e vejam como a Carolina antecipou bem o clima de arroz de festa:

Casamento de Susana e Raphael - foto: Leonardo Prado

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A vaquinha brasileira e o açúcar

Há muito tempo que eu queria fazer um açucareiro diferente e fora do convencional. Pois acho que cheguei a um resultado: Os insetos são um tema bem comum na pintura em porcelana. Então eu resolvi pegar um inseto bem brasileiro. Este besouro que aparece na tampa, é a chamada vaquinha brasileira. (Não vale rir). Achei-a tão lindinha e o nome tão poético, que resolvi utilizá-la num objeto qualquer. Foi aí que me lembrei do meu velho projeto de açucareiro. Claro, insetos adoram açúcar (dizem).
Este pequeno besouro chama-se assim devido às suas cores nacionalistas - verde e amarelo. E nem preciso dizer porque gostei da associação à vaquinha. Tanta vaca que eu conhec... ooops! Sorry!
Mas achei que formaria um conjunto sugestivo - a vaca, o inseto, o brasileiro, o açúcar... tudo a ver.
Já a Carolina achou que o popozão dele se parece com uma melancia!
E você? O que achou? Diz aí. Vem tomar um café ou um chá comigo, que eu lhe mostro a vaquinha brasileira!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Filho de Peixe, peixinho é.

Eu havia pintado umas porcelanas para minha cunhada Manela tendo os peixes como motivo. (Não que isso tivesse a ver com algum nome de família). No entanto, depois de concluído, encontrei uma outra peça que fazia parte do jogo, mas provavelmente estava em falta no momento da primeira compra. Entreguei-lhe as primeiras, mas fiquei de lhe pintar a última. A ideia era ter uma travessa para se assar uma boa dourada no sal, e outras duas pequenas para os molhos.
A pequenina ficou assim.
As duas pequenas.
A peça maior.
O trio inicial.
A que faltou pintar é mais profunda. Pode levar uma boa salada para guarnecer o peixe.
Passou-se um ano. Um ano que não nos vemos.
Chegou a hora de pagar minha dívida e matar as saudades.
Detalhe do novo peixe, que eu imaginei como uma pescadinha com o rabo na boca.
Os portugueses adoram utilizar essa imagem em suas conversas.
A gente fica se imaginando parado no tempo, não é? Mas veja como o desenho evoluiu neste intervalo. Tem muito mais movimento, não acham?
E assim eu cumpro minha promessa.
E o mais bacana é ver que agora, finalmente a família Peixe ficou completa:
Dois maiores, e duas filhotas. Filho de Peixe, peixinho é.
Ah! Mas este post ainda não acabou. Sabem por que? Porque enquanto eu desenhava na porcelana, a Carochinha, como sempre, puxou um banco e ficou ao meu lado dando seus palpites intermináveis e conversando mais do que a boca. Depois cansou-se e foi sentar-se numa outra mesa que estava nas minhas costas.
Quando eu acabei, olha só o que ela tinha feito:
HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA! HA!
Ela me colou! Safada! Nem precisou olhar. Foi de memória!
Diz ela que também já tem uma prenda para levar para a tia Manela
e que ela vai A-D-O-R-A-R!
P.P. (pós post)- Se algum abusado insinuar que EU é que colei da Carolina, que ELA tinha desenhado primeiro, acabou de perder uma amiga! E tenho dito.

sábado, 17 de outubro de 2009

Deu zebra novamente!

Continuando no propósito de dar vazão à vasta produção Carolinística, eu fiz um prato infantil com um daqueles desenhos que ela fez do Zoo. Lembram? A girafa escondendo-se atrás da zebra?
Acrescentei uma "barra" zebrada para fechar ou emoldurar a cena e... já está!
Ainda tem que ir ao forno. E depois vou fazer o caneco para formar o jogo. Quando tiver tudo pronto eu posto aqui.
Aproveito para anunciar a criação da 3Pês, ou PPP, ou P3, sei lá... Como andamos trabalhando em conjunto, a Carocha e eu, pensei em lançar a grande marca de sucesso "Paiva's Porcelain Painting". O que vocês acham disso? E de qual destas gostam mais? 3Pês, ou PPP, ou P3? Acham que vai resultar? Uma moeda pela vossa participação! Será que eu acabo presa por exploração de trabalho infantil? Ó, dúvida cruel! Declaro aberta a temporada de caça aos melhores palpites.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Finalmente encontrei!

Eu tenho duas queridíssimas amigas que são minhas parceiras de Sushi. Daí agora elas se meteram a fazer uma casa nova que, dizem, tem até uma bancada na cozinha só para os xuxizeiros de plantão! Uau!
Claro, e eu não podia deixar de dar minha contribuição para essa ideia tão maravilhosa: então passei a procurar um jogo de porcelana para Sushi para fazer uma coisa bem personalizada para lhes oferecer. Eu queria algo que fosse mais para o quadrado, fugir um pouco dos pratos redondos convencionais. Mas também queria uma pecinha menor, para o shoyu e raiz forte... E de quebra, um apoio para os "pauzinhos". Só que, quando eu encontrava o prato certo, não encontrava a peça menor a condizer... ou era muito pesada, ou um jogo muito grande, que inviabilizava levar o presente na viagem, ou proibitivamente cara, ou com detalhes que não permitiriam a pintura das peças depois.

Agora, finalmente encontrei!!! Olha só esta peça menor que se encaixa no lugar marcado no prato: não sou muito boa fotógrafa, nem o ângulo da foto ajuda, mas parece o design de uma gota d'água que espirra ao cair noutra superfície líquida. E o espaço entre as novas gotinhas que se formam serve muito bem para segurar o rachi. Dispensa a 3ª peça. Não é interessante?!
E aí, mulherada? Agora estou esperando vocês aprovarem a porcelana, e uma dica da tonalidade da cozinha para começar a pintura. Espero não estragar tudo, porque eu considero as peças mesmo branquinhas muito lindas! hehehehehehe (Rachel e Boss, não fiquem enciumados: quando vocês tiverem a vossa casa nova, também vão ganhar um jogo personalizado. Enquanto isso, a gente usa a cozinha delas! O Boss cozinha, a gente come!)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Longa vida à porcelana

Criei para o meu irmão esse conjunto em porcelana com pintura exclusiva. O presente foi para o casal. Minha cunhada é tão bacana, que resolvi inventar uma forma de chantagem que o desencorajasse a ao menos pensar em se separar dela um dia: como o jogo de porcelana é para os dois, se eles se separarem, cada um ficará só com metade do serviço. Quem é que quer um aparelho de jantar incompleto, não é? A Stefania é uma menina muito fixe, como dizem os portugas, mas meu irmão morre de medo de casamento e coisas muito definitivas, como os homens brasileiros. heheheheh Então eu dei meu empurrãozinho. Aliás, ninguém melhor do que ela para portar com elegância esses brincos de princesa!



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Calvin e Haroldo


A sensibilidade de Bill Watterson sempre me fez desejar ter um Calvin em casa. Depois que minha filha nasceu, nunca mais tive tempo para ler ou ver seus livros, mas em compensação, compreendi verdadeiramente o que significa um "desenho animado". Esta porcelana é uma homenagem a eles.